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Indicação de leitura leve para o Dia do Leitor

Leitor, segundo o dicionário, é aquele que lê para si mesmo; que tem o hábito ou o gosto de ler.
No dia 7 de janeiro, comemora-se justamente o Dia do Leitor. Nada melhor do que marcar esta data com muitos livros bons, não é mesmo?! Uma #dicadeleitura é “A menina que roubava livros”, de Marcus Zusak. Esta obra é uma história emocionante sobre a amizade, o amor e a importância da literatura.

Ambientado na Alemanha nazista, conta a história de Liesel Meminger, uma menina de nove anos que é enviada para morar com uma família adotiva. Liesel aprende a ler e se apaixona pelos livros, que se tornam sua forma de escape da realidade cruel que a cerca. O livro é narrado por Morte, que acompanha a história da garota e nos conta sobre a importância da literatura e a força do amor mesmo em tempos difíceis.

Leia mais: Iniciando 2024 com inspiração e reflexão

Mapa com as manifestações culturais em Sergipe

Ciclo Natalino é encerrado com manifestações culturais em comemoração ao dia de Reis

Manifestações culturais: Ciclo Natalino encerra em comemoração ao dia de Reis

Em Sergipe, a data celebra a chegada dos três reis magos com manifestações como a Taieira, Cacumbi e Chegança 

Presente no calendário litúrgico da Igreja Católica, o Dia de Reis é celebrado no dia 6 de janeiro. Essa data marca a aparição dos reis magos ao local de nascimento de Jesus Cristo com o objetivo de prestar culto e oferecer presentes. E também marca o encerramento do período natalino, sendo a ocasião em que são recolhidas as decorações desse período.

Trazida para o Brasil por colonos portugueses, atualmente é uma das manifestações folclóricas mais significativas em todo o país. Em Sergipe, a data é comemorada com manifestações populares, entre elas a Taieira, Cacumbi e Chegança.  

Taieiras 

A colaboradora do Memorial de Sergipe e professora de História, Nathaly Silva, comenta sobre a história das manifestações culturais realizadas em Sergipe. “A Taieira é uma manifestação cultural ligada ao ciclo natalino e remete às influências portuguesas e africanas no Brasil. A celebração retrata a devoção a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário e se relaciona com a Festa de Santos Reis Magos, no dia seis de janeiro. Em Sergipe, há registros de sua existência nos municípios de Laranjeiras, Japaratuba, São Cristóvão, Lagarto, Aracaju e Itaporanga, tendo em cada localidade práticas específicas”, explica.

Em suas pesquisas, ela encontrou nos livros “Danças e Folguedos; iniciação ao Folclore Sergipano”, de Aglaé D’Ávila Fontes Alencar, e “Etnomusicologia das Taieiras de Sergipe: uma tradição revista”, de Hugo Leonardo Ribeiro, a explicação de como surgiu a Taieira no estado.

Nathaly destaca que em Laranjeiras, o grupo Taieiras é ligado à Irmandade Nagô, religião de matriz africana, e atualmente é liderado pela Lôxa Bárbara Cristina, responsável pela manutenção da tradição que remete ao século XIX. “Sem restrição de gênero, mas majoritariamente composto por jovens negras e virgens, o enredo é executado por diversos personagens como: Guias, contra – guias, taieiras, lacraias, capacetes, ministro, patrão, rei e rainhas”, destaca. 

Ainda de acordo com Nathaly, no dia seis de janeiro, os devotos cantam e dançam pelas ruas do município de Laranjeiras junto aos grupos Cacumbi e Chegança, até o momento da coroação das Taieiras, que acontece na Igreja Nossa Senhora do Rosário. 

“A coroação é o ponto mais marcante da celebração, pois o pároco retira a coroa da imagem sacra de Nossa Senhora do Rosário e a coloca na mulher escolhida como Rainha. As suas vestimentas são predominantemente vermelhas e possuem fitas coloridas que enfeitam suas saias. Nas mãos, alguns personagens carregam o querequexé, – instrumento que remete a religiosidade africana –  e uma espada”, comenta. 

Já em Lagarto, há registros de dois grupos das Taieiras comandados respectivamente por Seu Gerson e Dona Neti. “Segundo histórias populares, os grupos surgiram por influência das Taieiras de Laranjeiras, mas não perpetuaram todos os seus costumes. Assim,  o grupo não possui restrições religiosas, e em geral, é composto por idosas. Os personagens principais são o Rei, a rainha, o percussionista e as dançarinas Nas vestimentas, utilizam vestidos brancos com fitas coloridas e chapéus com fitas azuis ou vermelhas”, ressalta.

Esse ano a  Missa de Reis e Coroação das Taieiras ocorrerá no domingo, 7 de janeiro, na Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, em Laranjeiras.

Cacumbi

O Cacumbi é uma manifestação cultural centenária que se relaciona ao ciclo natalino. Conforme aponta o pesquisador Irineu Fontes (2014), não há um registro exato sobre a sua origem, mas há uma ligação direta entre a manifestação e a presença africana no país. “Assim como a Taieira e a Chegança, o Cacumbi é uma celebração a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário, protetores das comunidades negras em diferentes contextos nacionais. É possível encontrar grupos nos municípios de  Laranjeiras, Japaratuba, Maruim, Lagarto, Itaporanga e Riachuelo”, conta Nathaly. 

Em Sergipe, o folguedo é composto apenas por homens que se dividem entre dançadores, mestre e contra- mestre, sendo a indumentária, o que diferencia a função de cada um no grupo: os integrantes vestem camisa amarela e o Mestre e contra- mestre se destacam utilizando camisa azul. O chapéu com fitas coloridas e pequenos espelhos trazem o movimento e a alegria à celebração. 

“Os brincantes utilizam instrumentos como onça, pandeiro, reco-reco, caixa e ganzá. Assim,dançam e cantam formando duas fileiras que se movimentam ao longo da apresentação. Ao centro, mestre e contra – mestre coordenam o ritmo, sendo o primeiro responsável por entoar as cantigas, e o segundo por responder e auxiliar os brincantes. Os cânticos, por sua vez, possuem caráter religioso e popular. Jovens e idosos participam do folguedo, evidenciando assim, o seu caráter geracional”, detalha.  

No município de Laranjeiras, o Cacumbi preserva a história dos diferentes mestres que contribuíram com a continuidade da louvação aos santos protetores, destaca-se: João de Pita, Otacílio, José de Rosa da Silva (Zezinho), José Santana dos Santos (Deca), José Carlos dos Santos (Testinha) e Antônio Carlos dos Santos (Neguinho). 

“Atualmente, o Cacumbi de Laranjeiras tem um calendário festivo para a realização da louvação: A festa dos Santos Reis, a festa do Bom Jesus dos Navegantes, a Semana do Folclore e o Encontro Cultural de Laranjeiras. Além disso, em novembro de 2013, através de uma Lei Municipal, o dia 13 de julho foi estabelecido como Dia Municipal da Dança do Cacumbi”, frisa. 

Chegança

Compondo a Festa de Reis, a Chegança é um folguedo popular que encena a reconquista dos cristãos de territórios dominados pelos muçulmanos a partir do século XVIII. Em louvação à São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, a encenação remonta as batalhas entre cristãos e mouros até a derrota destes, que são batizados como forma de rendição.

“A indumentária utilizada pelos que representam os cristãos faz referência a patentes da Marinha, ressaltando as jornadas marítimas enfrentadas pelos povos ibéricos no processo de retomada. Já os Mouros, são representados com roupas bem coloridas, coroas e turbantes, remetendo assim,  aos principais reinos muçulmanos do período. Os cristãos tocam pandeiros que são harmonizados pelo Capitão-piloto da tripulação, que por sua vez, carrega uma buzina. Nos momentos de encenação, os personagens utilizam espadas para simbolizar as batalhas”, descreve.  

Ao longo da louvação, que sempre ocorre próximo a igrejas, são entoados cânticos e encenadas batalhas entre os personagens citados. As cantigas cantadas na rua e dentro da Igreja possuem diferenças tanto nas letras, como em seu ritmo. 

“O pesquisador Mesalas Ferreira Santos, destaca que a Chegança Almirante de Tamandaré, comandada pelo Mestre Zé Rolinha, se deu como um pagamento de promessas e tem como data marcante a coroação das Taieiras, durante a Festa dos Santos Reis, que junto aos Cacumbis, formam a tríade celebrativa aos santos protetores dos pretos”, conta. 

No município de Itabaiana, a Chegança Santa Cruz é registrado como o grupo mais antigo de Sergipe.  “O seu destaque se deve pela  tradição familiar que atravessa as gerações há mais de sete décadas, quando foi fundado por José Serafim de Menezes, popularmente conhecido como Zé Biné, que fez sua passagem em 2020, deixando um legado de resistência e luta pela preservação da cultura popular”, relembra. 

A historiadora ressalta que é possível encontrar essas manifestações culturais na programação da celebração do Dia de Reis em algumas cidades sergipanas. “Ainda há poucos estudos sobre esses grupos, por isso o foco das pesquisas acaba sendo sobre Laranjeiras, que é considerado o berço cultural de Sergipe. Mas existem programações culturais da Teixeira, Cacumbi e Chegança em Lagarto, São Cristóvão, Divina Pastora e Itabaiana”, finaliza.

Leia mais: Iniciando 2024 com inspiração e reflexão

Livro Convite à Felicidade", escrito por Masaharu Taniguchi.

Iniciando 2024 com inspiração e reflexão

À medida que um novo ano se desenha no horizonte, deixamos para trás os desafios de 2023 e abraçamos a esperança de um ciclo renovado repleto de oportunidades e conquistas. Com os olhos firmes no futuro, buscamos inspiração para moldar um 2024 marcado pelo crescimento pessoal e bem-estar.

Para iniciar este ano com o pé direito, a recomendação de leitura é a obra “Convite à Felicidade”, do autor Masaharu Taniguchi. Esta obra não é apenas um livro, mas uma lição transformadora que nos convida a refletir sobre o poder da mente e a conexão intrínseca entre o estado emocional e a realidade que criamos ao nosso redor.

A essência da mensagem de Taniguchi reside na ideia de que podemos moldar nosso destino emocional, influenciando diretamente o mundo ao nosso redor. Ao se colocar emocionalmente no lugar desejado, a mente cria formas, moldando a aparência das coisas com base nas projeções passadas. Essa visão, profundamente enraizada na espiritualidade, nos lembra da importância de voltar nossa atenção para algo maior que nós mesmos.

“Convite à Felicidade” oferece não apenas uma leitura, mas uma jornada de autodescoberta, convidando-nos a reconectar com o divino, encontrar verdade e sustentação, e preencher nossa mente com a energia positiva que emana de Deus. É mais que um convite; é a promessa de encontrar a própria felicidade ao mergulhar nas profundezas da espiritualidade e autoconhecimento.

Que esta dica de leitura seja o ponto de partida para um 2024 repleto de reflexões positivas, crescimento interior e a busca contínua pela felicidade autêntica!

Leia mais: Um presente de Natal

Um presente de Natal, de Gilmar Ferreira

Um presente de Natal

Natal é tempo de encontro, de celebrar a vida e de estar junto de quem se gosta. E nada melhor do que bons livros para proporcionar momentos de conexão e afeto.

A dica de leitura de hoje é o cordel “ Um presente de Natal”, de Gilmar Ferreira. O autor traz nesse folheto desde críticas sociais, abusos, discriminação tendo as histórias como ponto comum, o Natal. 🎄

“Que o natal lembre a gente

Quando nasceu o Jesus…

Com seu amor, sua luz.

Que isso seja o presente!

E que de agora pra frente,

Duma maneira geral…

A nova ordem mundial

Seja a paz e igualde

E teremos de verdade

Um presente de Natal. ”

Leia mais: Retratos e paisagens afetivas de Sergipe

Retratos e paisagens afetivas de Sergipe

Retratos e paisagens afetivas de Sergipe

Em alusão ao Dia do Museólogo, comemorado em 18 de dezembro, nossa dica de leitura de hoje é a obra “Retratos e paisagens afetivas de Sergipe”, organizada pela museóloga e historiadora, Sayonara Viana.

A publicação reúne 120 imagens de Sergipe, de autoria de fotógrafos que atuaram entre os anos de 1868 e 1968. A obra é dividida em três partes: Retratos, Paisagens e Afeto, permitindo ao leitor conhecer a diversidade da população e da natureza do estado, bem como os sentimentos e emoções dos sergipanos.

O exemplar é uma importante contribuição para a história e a cultura sergipana, e está disponível no acervo da Biblioteca Lourival Baptista/Memorial de Sergipe Prof Jouberto Uchôa.

Leia mais: O Diário de Anne Frank

O Diáio de Anne Frank

O Diário de Anne Frank

Em 10 de dezembro de 1948, quando o mundo ainda se recuperava das enormes perdas humanas e materiais da Segunda Guerra Mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tratado assinado por 58 Estados-membros, incluindo o Brasil, que estabelece diretrizes sobre o assunto. 

Dessa forma, 10 de dezembro passou a ser conhecido como o Dia Internacional dos Direitos Humanos, data que tem como objetivo reforçar a importância desse documento e de políticas que protejam direitos, liberdades individuais e coletivas.

Uma dica de leitura sobre o tema é o livro “O Diário de Anne Frank, de Anne Frank”, considerado um dos livros mais importantes do século XX, a obra reúne textos escritos por Anne Frank, uma menina de família judaica que, entre 1942 e 1944, ficou escondida num sótão de uma casa em Amsterdã (Holanda) para fugir do Holocausto. Seu diário é um testemunho da força do espírito humano e da capacidade de superar qualquer desafio, a obra também ajuda a refletir sobre regimes que perseguem populações até hoje um dos grandes desafios de profissionais em Direitos Humanos especializados nesse segmento de atuação.

Leia mais: Dica de leitura “Doma: Saberes negros e enfretamento ao racismo”

Livro DOMA

Dica de leitura “Doma: Saberes negros e enfretamento ao racismo”

A Biblioteca Lourival Baptista/Memorial de Sergipe Prof Jouberto Uchôa é um verdadeiro tesouro de conhecimento, se transformando em um espaço especial para compartilhar dicas de leitura com os visitantes. Nesse ambiente acolhedor, mergulhamos nas páginas de obras que nos levam a explorar novos mundos, conhecer personagens fascinantes e refletir sobre a riqueza da cultura sergipana. E aos sábados serão sugeridos livros que compõem o acervo. 

A primeira recomendação para essa jornada literária é o livro “Doma: Saberes negros e enfretamento ao racismo”. Ele nos convida a pensar teorias e práticas rumo a efetivação e ações antirracistas. Os diálogos e reflexões tecidos são atuais e instigantes na ampliação das lutas antirracistas, da denúncia da ausência dos saberes das comunidades negras em diferentes instituições e do questionamento dos privilégios da branquitude.

Na obra, pesquisadoras e pesquisadores evidenciaram caminhos analíticos que destacam as experiências negras que fazem parte desses repertórios, modos de resistências e existências nos diferentes contextos e espacialidades deste território continental que preservam no seu interior os saberes ancestrais. 

Na Biblioteca do Memorial, acreditamos no poder transformador da leitura e no papel fundamental que os livros desempenham em nossa formação cultural. Cada recomendação é escolhida visando oferecer experiências literárias que deixarão marcas duradouras em cada leitor. Venha nos visitar, descubra novos horizontes literários e permita-se ser cativado pelas histórias que revelam a essência vibrante de Sergipe. 

Memorial de Sergipe realiza sessão de autógrafos do livro CLIO DIGITAL 02

Memorial de Sergipe realiza sessão de autógrafos do livro CLIO DIGITAL 02

A sessão de autógrafos com os autores do livro será realizada nesta quinta-feira, 28, às 15h30. 

O Memorial de Sergipe Prof Jouberto Uchôa realiza nesta quinta-feira, 28, uma sessão de autógrafos para o lançamento do livro CLIO DIGITAL 02: Memórias e Histórias de Sergipe (200 anos da independência). Século XIX aos dias atuais. 

A obra é uma homenagem ao professor Paulino da Silva, do Departamento de Filosofia e História, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que faleceu aos 80 anos, por Covid-19. Ele exerceu a função de professor do magistério superior até 1995, quando se aposentou. 

Organizado pelo historiador e professor titular do departamento de História da UFS, Antônio Lindvaldo Sousa, o livro CLIO DIGITAL 02 é fruto do evento virtual realizado durante a pandemia, denominado Clio Digital. A segunda edição reúne 20 textos sobre memórias e histórias de Sergipe. 

Escrito pelos historiadores e pesquisadores: Antônio Lindvaldo, Edna Maria Matos Antonio, Fernando Afonso Ferreira Junior, Carlos Oliveira Malaquias, Tatiane O. Cunha, Suelayne O. Andrade, Péricles M. Andrade Junior, Márcio Gomes, Terezinha Oliva, Renaldo Ribeiro Rocha, Joceneide Cunha Santos, Maria José Lima dos Santos, Wagner Emmanoel Menezes Santos, Luiz Antonio Pinto Cruz, Ermerson Porto, Jose Adeilson dos Santos, Sayonara Rodrigues Viana, Josefa Eliana Souza, Josineide Luciano A. Santos, Rubens Alonso Filho e Marilza de Oliveira, o livro contempla textos que foram produzidos a partir de temas discutidos em lives na redes sociais.

De acordo com Antônio, a maioria dos textos envereda numa nova abordagem histórica que não se restringe aos acometimentos extraordinários e nem na construção idílica de um personagem heroico do passado sergipano. “A narrativa aborda o cotidiano, experiências humanas, sujeitos, conflitos, confrontos, memórias, pertencimentos, sociabilidades e identidades, são algumas das categorias mais usadas nesses 20  textos”, destaca. 

Ele ressalta que na obra, as autoras e autores buscam contar narrativas onde seus personagens, pouco conhecidos ou completamente ignorados pela história, traz à luz a compreensão do século XIX ao XX.  

“Eles renovam a história de Sergipe com textos elaborados a partir de um exaustivo levantamento de dados, críticas à documentação pesquisada e  revisões das versões historiográficas oficiais. A historiadora  Edna Maria Matos Antonio, por exemplo, aborda a perseguição aos portugueses no tempo da independência de Sergipe, a partir de dois personagens. A pesquisadora Tatiane O. Cunha, enxerga conflitos e confrontos de protestantes e católicos valendo-se do estudo sobre o personagem Davi e sua família. Joceneide Cunha, num texto nessa mesma perspectiva, estuda a negra Rosa Benedita, revelando ao leitor a história de uma personagem mulher quitandeira, no século XIX, em Santo Amaro das Brotas”, destaca. 

A diversidade dos temas é outro ponto de destaque nesse livro. “Clio, deusa da história, abre espaço para diversas abordagens ligadas à história  social, cultural, econômica e política. Cada autor envereda em campos de estudos diferenciados, oferecendo textos inquietantes, provocadores e instigadores. O leitor comum é contemplado neste livro. Todos os textos têm uma linguagem simples, facilitando uma agradável leitura do nosso passado sergipano”, afirma.

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Fundadores do Grupo Tiradentes promovem confraternização em agradecimento aos trabalhadores da obra do Memorial de Sergipe

Fundadores do Grupo Tiradentes promovem confraternização em agradecimento aos trabalhadores da obra do Memorial de Sergipe

Jouberto Uchôa de Mendonça e Amélia Maria Cerqueira Uchôa expressam reconhecimento em um momento especial de agradecimento aos construtores e colaboradores do Memorial de Sergipe

Em um gesto de reconhecimento e gratidão, os fundadores do Grupo Tiradentes (GT), o Jouberto Uchôa de Mendonça e a Amélia Maria Cerqueira Uchôa, realizaram um encontro especial para agradecer aos trabalhadores responsáveis pela construção da nova sede do Memorial de Sergipe. Além da expressiva gratidão, os colaboradores tiveram a oportunidade de visitar o local que ajudaram a edificar.

Ciente da importância dos trabalhadores para o sucesso do empreendimento, o reitor da Universidade Tiradentes (Unit), Jouberto Uchôa, destaca a relevância do trabalho conjunto na construção do Memorial, ressaltando que o sucesso do projeto é fruto do esforço coletivo. “Quero expressar minha profunda gratidão a cada um de vocês. O Memorial de Sergipe é um sonho que se torna realidade, e isso só foi possível graças ao trabalho árduo e dedicado de todos os envolvidos. Cada tijolo colocado, cada detalhe pensado, contribui para a preservação da nossa história. Vocês são parte fundamental desse legado”, afirma Jouberto Uchôa.

A patronesse do projeto, Amélia Maria Cerqueira Uchôa, complementa as palavras do reitor, enfatizando a importância do comprometimento e da paixão dos trabalhadores na concretização do Memorial. “Este é um momento de celebração, de agradecer a cada um que dedicou tempo e esforço para tornar este projeto realidade. O Memorial não é apenas um prédio, é um símbolo de nossa identidade e história”, declara.

Após as palavras de agradecimento, os trabalhadores foram convidados a realizar uma visita especial ao Memorial de Sergipe. Guiados pela equipe responsável, puderam conhecer cada espaço, sentir a atmosfera cultural que o local proporcionará aos visitantes e testemunhar o resultado de seu trabalho árduo.

O marceneiro Evantônio José de Souza, um dos operários que participou ativamente da construção, expressa sua emoção ao visitar o Memorial. “Ver o que construímos é incrível. É um sentimento de orgulho e realização. Saber que contribuímos para preservar a história de Sergipe é algo que levo para a vida toda. Essa foi uma ótima oportunidade profissional, fiz muitos contatos e tive uma grande vitrine do meu trabalho com a realização do bondinho e de alguns outros trabalhos na marcenaria aqui do Memorial “, destaca.

Para o técnico em edificações, Everton Rocha Santos,  o gesto de gratidão e a visita dos trabalhadores ao Memorial não apenas fortalecem os laços entre a equipe e os líderes do projeto, mas também simbolizam o reconhecimento da importância de cada colaborador que esteve presente na construção de 

“Essa obra foi feita com muito zelo e dedicação por toda a equipe desde de o planejamento do projeto até a execução do projeto. Foi muito gratificante fazer parte da construção do Memorial. Hoje temos um belo resultado de um projeto de suor árduo, de dias intensos de trabalho e muito empenho por parte de toda a equipe para entregar um patrimônio que vai se tornar parte fundamental da identidade cultural de Sergipe”, afirma. 

Leia mais: Equipe de colaboradores participam de capacitações para atuar no Memorial de Sergipe

Equipe de colaboradores participam de capacitações para atuar no Memorial de Sergipe

Os colaboradores do Memorial de Sergipe participaram de aulas e capacitações sobre a história, política, arte e cultura do estado, além de treinamentos de brigadistas e de vendas

Idealizado pelo reitor da Universidade Tiradentes (Unit), Jouberto Uchôa de Mendonça, e pelo Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), com o objetivo de preservar a memória sergipana, o Memorial de Sergipe realizou diversos treinamentos para preparar a equipe de colaboradores para para receberem os visitantes do espaço. 

A diretora do Memorial de Sergipe, a museóloga Sayonara Rodrigues Viana, ressalta que preparar-se para receber os amantes da cultura e da história não é tarefa simples, mas é uma missão fundamental que a equipe do Memorial leva a sério. “Antes de receber os visitantes, a equipe se empenha em estudar sobre a história de Sergipe, entendendo as raízes e os eventos que moldaram o estado ao longo dos séculos. Esse conhecimento é a base sólida sobre a qual são construídas as experiências oferecidas aos visitantes do Memorial”, destaca.

De acordo com o doutor em estudos étnicos e africanos, João Mouzart, receber visitantes no Memorial de Sergipe é mais do que apenas fornecer informações históricas. “É sobre enriquecer suas visitas com histórias que cativam, contextos que elucidam e conexões que emocionam. O estudo da história de Sergipe capacita a equipe a oferecer uma perspectiva mais rica e envolvente, tornando a visita ao Memorial uma experiência inesquecível”, ressalta.

O historiador responsável pela primeira etapa do treinamento sobre a história sergipana, Wanderlei Menezes, destaca que a equipe se prepara não apenas para compartilhar datas e fatos, mas para dar vida às personalidades, eventos e contextos que definiram Sergipe. “Ao investir na história de Sergipe, o Memorial está cumprindo sua missão de preservar, celebrar e compartilhar o legado cultural do estado, tornando-se um espaço de conhecimento e cultura para todos que o visitam”, pontua.

Para o colaborador, Daniel Gois, estudar sobre a história de Sergipe tem aberto seus olhos e aprofundado seu respeito pela valorização da cultura local. “Aprender sobre a história do nosso estado não só enriquece a experiência dos visitantes, mas também a minha vivência. Pertencimento seria a palavra certa para definir o sentimento ao aprender sobre a história de Sergipe, conhecer raízes que foram fincadas a mais de um século atrás mas que até hoje perduram em nossa personalidade e cultura é fascinante. Fico feliz por essa oportunidade e por fazer parte desse time incrível que compartilha o amor pela nossa história”, declara.

Treinamentos

Além de aulas e capacitações sobre a história, política, arte e cultura do estado, os colaboradores do Memorial passaram por treinamentos de brigadistas e sobre o Sucesso do Cliente, ministrado pela gerente de sucesso e experiência do cliente, Denise Nascimento, e a coordenadora de relacionamento do Grupo Tiradentes, Juliana Silveira.

Durante o curso, foi apresentado para os colaboradores a importância de conhecer o público-alvo, se preparar para recepcioná-los e proporcionar uma experiência única para cada um. “É importante saber quem é que visita mais, se é o turista ou se é a população de aracajuana. Qual a faixa etária desse público, o que eles procuram encontrar no Memorial de Sergipe. Esses dados são necessários para que futuramente seja possível fazer um aperfeiçoamento do atendimento a partir do entendimento dos anseios dos visitantes’, destaca Denise Nascimento.

O diretor financeiro do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), Francisco Almeida, reafirma o compromisso de entregar um espaço voltado para a fomentação da arte, cultura, educação e turismo no estado de Sergipe.

“O ITP está sempre na vanguarda para entender a necessidade que esse empreendimento venha a somar à história de Sergipe, não apenas da Universidade Tiradentes, mas também do Instituto de Tecnologia e Pesquisa. O ITP entende que o cliente é a peça fundamental, então, desde o planejamento, foram tomados os devidos cuidados para garantir a satisfação dos visitantes. Não estamos medindo esforços para proporcionar a melhor experiência para que eles se sintam satisfeitos e privilegiados ao conhecer esse espaço que foi criado com tanto cuidado, com tanto zelo”, pontua.

Visite o Memorial de Sergipe

O Memorial de Sergipe fica localizado no prédio da antiga Galeria de Arte Ana Maria Alves, na Praça de Eventos da Orla de Atalaia, nº 100, atrás da Delegacia de Turismo. Mais informações pelo contato: (79) 98108-1866 ou no site www.memorialdesergipe.com.br.