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Lugar de pesquisa: Memorial de Sergipe sedia o 7º Workshop “Impressos Protestantes e Outros Temas”

O Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa será o palco do 7º Workshop “Impressos Protestantes e Outros Temas”, que acontece no dia 16 de dezembro de 2024, das 8h30 às 17h30. A iniciativa é liderada pela Profa. Dra. Ester Fraga Vilas-Bôas Carvalho do Nascimento, pesquisadora com bolsa de produtividade do CNPq, e traz discussões sobre a circulação de impressos protestantes e outras práticas educacionais e intelectuais que marcaram a história da educação no Brasil e no exterior.

Com o objetivo de apresentar e discutir os avanços das pesquisas realizadas no âmbito do projeto “Rede Brasil, Portugal, Inglaterra e Estados Unidos: circulação de impressos protestantes e outros impressos educacionais durante os Oitocentos”, nesta edição, o workshop busca aproximar a comunidade local, destacando o Memorial de Sergipe como espaço de fomento cultural e incentivo à pesquisa científica. A programação inclui apresentações de projetos de iniciação científica, dissertações e teses que exploram temas como impressos protestantes, práticas pedagógicas e intelectuais históricos.

Entre os destaques, estão as mesas temáticas coordenadas por especialistas, que discutirão os impactos da pesquisa na trajetória de vida dos pesquisadores e na compreensão da história educacional brasileira.

Inscrições gratuitas poderão ser feitas de 2 a 10 de dezembro de 2024, por meio da plataforma Magister UNIT.

Programação Completa

Abertura

8h30: Abertura oficial com apresentação cultural.
9h30: Mesa de abertura com a participação de:

  • Profa. Dra. Ester Fraga Vilas-Bôas Carvalho do Nascimento (PPED/UNIT)
  • Prof. Dr. Cristiano Ferronato (PPED/UNIT)
  • Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento (ASL/ASE/Rotary International)
  • Sayonara Viana (Memorial de Sergipe)
    Coordenação: Ma. Dirce Rodrigues da Costa Nascimento (GPHPE/PPED/UNIT)

Eixo Temático 1: Impressos Protestantes

10h30 às 11h30:

  • Apresentação do Projeto de Iniciação Científica: Brasil, Portugal e Inglaterra: circulação de impressos protestantes na América Latina durante os Oitocentos
    Adriano Silva Melo e Fernanda Ravily Rodrigues Santos
  • Apresentação do Projeto de Dissertação: Estratégias da Sociedade Bíblica Americana para o Campo Pedagógico através do Impresso: Bibliotecas Pedagógicas Protestantes (1878-1929)
    Maria Vanderlania Freitas Sampaio
  • Apresentação do Projeto de Doutorado: Intelectuais protestantes na História da Educação Brasileira: estudo de caso a partir das bibliotecas pessoais de Júlio Andrade Ferreira e Vicente Themudo Lessa
    Josué Alves dos Santos
  • Apresentação do Projeto de Doutorado: A educação nos projetos do protestantismo e do catolicismo do século XVII: a Didática Magna e o Ratio Studiorum
    Oberdan da Silva de Andrade

Coordenação: Prof. Dr. Álvaro Cesar Pereira (SEDUC/GPHPE/UNIT)


Eixo Temático 2: Intelectuais, Saberes e Práticas Educativas

11h30 às 12h30:

  • Saberes e Práticas Educativas: as Coleções do Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa (2018-2023)
    Sayonara Rodrigues Viana
  • Formação pedagógica e intelectual de docentes na Academia Sergipana de Letras: Relações entre gerações de professores
    Dirce Rodrigues da Costa Nascimento
  • As práticas musicais e educativas da Professora Zizinha Guimarães na Escola Laranjeirense (1904-1956)
    Kadja Emmanuelle Araujo Santos
  • O amor ensina: reflexão sobre as práticas educacionais nos atos de Padre Pedro
    Matheus Kaltner Mendes Silva

Coordenação: Prof. Me. Josué Alves dos Santos (GPHPE/PPED/UNIT)

14h30 às 15h30:

  • Práticas Educativas da Justiça Restaurativa: resultados do Projeto Ondas Restaurativas: Círculos de Construção de Paz no Colégio Estadual Jornalista Paulo Costa, Aracaju/SE (2023)
    Maria do Carmo Chagas Déda de Melo
  • Por uma educação de gênero nos grupos reflexivos de agressores de mulheres: um estudo de caso em Aracaju/SE (2022, 2023)
    Edson Ulisses de Melo
  • A Trajetória de Formação Escolar dos Fundadores do Tribunal de Relação do Estado de Sergipe e seu envolvimento com as Práticas Educacionais (2024)
    José Ronaldson Souza
  • O Ginásio Pernambucano: desafios e perspectivas da implantação de um projeto piloto para o Ensino Integral em Pernambuco
    Nathaly Maria dos Santos

Mesa de Encerramento

15h30: Tema: A Pesquisa e seu Impacto na Trajetória de Vida do Pesquisador
Coordenação: Profa. Dra. Janice Santos Domingues Graça (GPHPE/PPED/UNIT)
Convidados:

  • Prof. Esp. Josean Santos Nascimento (SEDUC/AL)
  • Profa. M.Sc. Gilmara Rezende C. Xavier (GPHPE/UNIT)
  • Prof. Dr. Fabio Gomes Rocha (UFS, GPHPE/UNIT)

Sobre a coordenadora do evento

A Profa. Dra. Ester Fraga Vilas-Bôas Carvalho do Nascimento lidera o Grupo de Pesquisa História das Práticas Educacionais (GPHPE/UNIT) e desenvolve, desde 2006, estudos sobre a circulação de impressos protestantes no Brasil, conectando-os à história da educação.

Serviço
O quê: 7º Workshop “Impressos Protestantes e Outros Temas”
Quando: 16 de dezembro de 2024, das 8h30 às 17h30
Onde: Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa
Inscrições: De 2 a 10 de dezembro, pelo Magister UNIT

Para mais informações, acesse: https://linktr.ee/gphpe

“Feitas de Pano: Entrelinhas e Afetos”: Memorial de Sergipe inaugura exposição sobre artesanato e tradição

O Memorial de Sergipe celebrará no dia 22 de agosto o Dia do Folclore com a inauguração da exposição temporária “Feitas de Pano: Entrelinhas e Afetos”. Esse evento marca o encerramento do “Agosto da Cultura Popular”, que trouxe uma série de atividades culturais ao longo das últimas duas semanas. A abertura da exposição, que ocorrerá às 16h, contará com a participação do grupo de penitentes de Nossa Senhora das Dores, evidenciando a rica tradição folclórica e religiosa do estado.

A exposição tem como objetivo celebrar o artesanato sergipano, destacando o trabalho das bonequeiras de São Cristóvão que, inspiradas nos saberes locais, no folclore e na religiosidade popular, criam bonecas que refletem a história e a cultura de Sergipe. As artesãs envolvidas neste projeto são reconhecidas por sua criatividade e dedicação, e suas obras estarão em destaque durante a mostra.

Feitas de Pano: Entrelinhas e Afetos

A exposição é uma realização conjunta do Memorial de Sergipe, com Iphan, Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, Governo Federal e Ministério da Cultura, com a colaboração da Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edson Carneiro. Ela nasceu de uma pesquisa de campo realizada pela museóloga e pesquisadora Sayonara Viana, através do CNFCP,  nas cidades de Simão Dias, Nossa Senhora das Dores e São Cristóvão. Através de entrevistas e fotografias, foram documentados o modo de produção das bonecas e os contextos de criação, revelando como a tradição foi mantida em cada uma dessas localidades.

Os relatos das bonequeiras são carregados de afetividade e ancestralidade. Desde a inspiração materna, como no caso de Therezinha de Jesus, que cultivou sua arte desde a infância com a mãe costureira, até as memórias das danças locais, como relatado por Jacira Silva, que traz a influência de manifestações culturais como o Reisado e a Dança de Coco em seu trabalho.

Programação:

– 16h – Abertura do evento

– 16h15 – Apresentação do Grupo de Penitentes

– 16h30 – Abertura oficial da Exposição

O evento será gratuito e aberto ao público.

Mês da Cultura Popular: Memorial de Sergipe Professor Jouberto Uchôa divulga programação especial

Tradicionalmente, o mês de agosto é dedicado à celebração das mais variadas manifestações culturais do nosso país. Em alusão a esta data, o Memorial de Sergipe realizará a Semana da Cultura Popular, com o objetivo de promover e valorizar as tradições e patrimônios culturais sergipanos. Entre os dias 13 e 22 de agosto, o evento contará com uma programação diversificada que reunirá artistas, educadores e outros agentes culturais, proporcionando uma imersão nas ricas manifestações culturais de Sergipe.

A Semana da Cultura Popular no Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa terá abertura com a participação da artista plástica Cláudia Nên, cujas ilustrações permeiam o espaço, em especial na sala “Nossa Cultura”. Também estarão presentes na nossa programação a educadora Cris Souza, com contação de histórias, o cantor e produtor Irineu Fontes e a bibliotecária Fabiana Cruz.

A programação culminará na abertura da Exposição “Feitas de Pano: Entrelinhas e Afetos”. Uma mostra que celebra o trabalho das mulheres sergipanas que se dedicam à criação de bonecas de pano. Focada na produção artesanal de bonecas de pano em Sergipe, trata-se de um verdadeiro mergulho sobre o ofício de mulheres que se inspiram na cultura local para criar as mais diversas personagens com tecido. Essas bonequeiras são importantes agentes na preservação e divulgação das tradições culturais de Sergipe.

A exposição destaca a história e o ofício dessas mulheres, mostrando a riqueza cultural e a habilidade artesanal envolvida na confecção das bonecas. A exposição é parte da programação do Memorial de Sergipe e visa homenagear essas artesãs, reconhecendo a importância de seu trabalho na manutenção das tradições culturais sergipanas.

Destaques da Sala “Nossa Cultura”

Durante a Semana da Cultura Popular, o Memorial evidencia a Sala “Nossa Cultura”, o espaço homenageia às expressões culturais sergipanas, com peças que celebram a Chegança, um dos mais vibrantes folguedos populares do estado, através das ilustrações de Cláudia Nên e narração e encenação da companhia de teatro Mamulengo de Cheiroso.

Além disso, a sala dá aos visitantes a oportunidade de conhecer o mapa das manifestações culturais de Sergipe, assim como apreciar os patrimônios imateriais culturais do Estado, como a Renda Irlandesa, Totoloto, Barco de Fogo, entre outros. A exposição ainda conta com a coleção do renomado artista Véio, cujas obras trazem uma visão única e autêntica do sertão sergipano.

Programação:

13/08, às 09h – Abertura da Semana da Cultura Popular com Cláudia Nên – artista plástica

15/08, às 09h – Tecendo Histórias e Memórias na Semana da Cultura Popular com Cris Souza – educadora

16/08, às 09h –  Irineu Fontes apresenta-se – cantor e produtor

21/08, às 09h – a palestrante Fabiana Cruz – bibliotecária

22/08, às 16h – Abertura da exposição “Feitas de Pano: Entrelinhas e Afetos”

Endereço: Memorial de Sergipe Professor Jouberto Uchôa, Aracaju-SE,

Av. Santos Dumont, 100, Coroa do Meio, CEP: 49037-475

Nova Coletânea “História e Educação Católica em Sergipe” será lançada no Memorial de Sergipe

Diante da necessidade de reunir e divulgar novas pesquisas sobre História e Educação Católica em Sergipe, os historiadores Raylane Navarro e Claudefranklin Monteiro formaram uma parceria para lançar uma coleção que visasse dar visibilidade às produções acadêmicas nessa área e estimular novos estudos. Assim nasceu, em 2013, a coleção “Temas de História e Educação Católica em Sergipe”, pela editora da Universidade Federal de Pernambuco. Motivados pela receptividade do projeto, os organizadores lançaram mais dois volumes: um em 2020, pela EDISE, e outro em 2021, pela Criação.

No próximo dia 30 de julho, a partir das 16h, no Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa (Praça de Eventos da Atalaia – Aracaju-SE), será lançado o quarto volume da coleção, agora organizado por Ane Luíse Mecenas Santos e Claudefranklin Monteiro Santos. Este novo volume conta com a colaboração de autores como João Paulo de Araújo de Carvalho, Verônica Maria Meneses Nunes, Sayonara Rodrigues Viana e Magno Francisco de Jesus Santos. Magno, juntamente com Ane Mecenas e Claudefranklin, tem contribuído desde o primeiro volume, assinando um dos capítulos desta obra.

A professora Raylane Andreza Dias Navarro Barreto escreveu o prefácio do quarto volume, que novamente será publicado pela Criação, uma empresa sergipana sob a coordenação de Adilma Menezes. Nos últimos anos, a Criação tem sido responsável pela produção de importantes trabalhos nas áreas de cultura, literatura e historiografia sergipana.

Quando: 30 de julho
Onde: Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa – Praça de Eventos da Atalaia – Aracaju-SE
Horário: 16h

banda do corpo de bombeiros

Memorial de Sergipe inaugura exposição do Corpo de Bombeiros em celebração ao aniversário de Aracaju

Neste domingo, 17 de março, Aracaju acordou envolta em uma atmosfera de comemoração, celebrando seus 169 anos de história e progresso. O Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa foi palco de um evento marcante que reuniu a comunidade para honrar a trajetória da cidade e homenagear aqueles que dedicam suas vidas ao serviço público.

A exposição temporária “Soldados da Vida: Uma longa história”, realizada em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), foi um verdadeiro sucesso. Os visitantes tiveram a oportunidade de mergulhar na história fascinante dos bombeiros, explorando uma coleção única de artefatos e objetos históricos que remontam às origens da corporação, há mais de um século.

Desde capacetes até uniformes, medalhas e ferramentas utilizadas ao longo das décadas, cada item exposto conta uma parte importante da jornada do CBMSE, despertando admiração e respeito por aqueles que arriscam suas vidas para proteger a comunidade.

O curador da exposição, subtenente Luiz Delfino, expressou sua satisfação com o convite do Memorial e destacou a importância de preservar a história e os valores da corporação. “O Memorial nos deu uma grande oportunidade, a visibilidade da nossa história era muito pouca e essa instituição deu a gente um grande passo. Eu guardava os materiais mas não tinha onde apresentar, e agora com esse espaço eu estou muito feliz porque eu não esperava chegar tão longe”, declarou Delfino. 

O Capitão Leontino Gomes Ribeiro Filho, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe, expressou sua gratidão e reconhecimento pelo esforço contínuo na criação da exposição. “O Corpo de Bombeiros tem muita história, mas nunca tinha sido exposta antes. Parabenizo todos que tiveram essa iniciativa, que para nós é um grande avanço, e vamos trabalhar para ampliar nosso arquivo”, ressaltou.

Além da exposição, os presentes foram agraciados com uma apresentação especial da banda do CBMSE, que encantou a todos com seu talento e repertório inspirador, dedicado à cidade de Aracaju.

O evento contou ainda com a palestra “Um Roteiro de Aracaju”, ministrada pelo Profº Dr. José Anderson Nascimento, o momento acrescentou um aspecto educativo e reflexivo ao evento, oferecendo insights valiosos sobre a história e a evolução da cidade ao longo dos anos.

Para o professor, o espaço é formidável e a cada momento o Memorial vai se consolidando com a história e a memória da cidade. “É importante que a Universidade Tiradentes, que o professor Uchôa, a professora Amélia, tenha desenvolvido um exemplar, uma das unidades da universidade desse tamanho, desse projeto que é o projeto do futuro. Então, eles estão de parabéns por isso”, afirmou.

Com a exposição, o Memorial de Sergipe reafirma seu compromisso em preservar a memória e a cultura locais, proporcionando momentos de aprendizado, reflexão e celebração para toda a comunidade.

Além do sucesso alcançado no dia de hoje, o Memorial de Sergipe tem o prazer de anunciar que a exposição temporária “Soldados da Vida: Uma longa história” estará disponível para visitação pelos próximos três meses. Isso significa que aqueles que não puderam comparecer hoje terão a oportunidade de explorar e apreciar a rica história do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe e sua contribuição para a cidade de Aracaju.

A imagem mostra um aluno do sexo masculino vendo quadros pendurados na parede

Memorial de Sergipe: Uma jornada educativa através da história

Para muitos estudantes, a visita ao Memorial de Sergipe é mais do que uma simples excursão – é uma oportunidade educativa única de mergulhar nas raízes culturais e históricas de seu próprio estado. Ao percorrer os corredores e salas repletos de artefatos e exposições, os alunos são incentivados a refletir sobre a história de Sergipe e a compreender como ela influenciou a formação da sociedade atual.

Na busca incessante por uma educação que transcenda os limites da sala de aula, o Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa emerge como um recurso valioso para escolas públicas e particulares do estado. Este espaço cultural oferece uma imersão profunda na história e na cultura local, proporcionando às crianças e adolescentes uma experiência educacional enriquecedora e transformadora.

Desde a sua inauguração, o Memorial de Sergipe tem desempenhado um papel fundamental na preservação e divulgação da identidade sergipana. Ao abrir suas portas para estudantes de todas as idades, o memorial se tornou um ponto de encontro entre o passado e o presente, conectando as gerações através do conhecimento e da reflexão.

Um aprendizado em cada sala

Cada sala do Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa é cuidadosamente projetada para contar uma história única, proporcionando aos visitantes uma experiência imersiva, educativa e envolvente.

Desde a sala dedicada aos povos indígenas que habitavam a região até os espaços dedicados à exposição de personalidades e pensadores sergipanos, o memorial oferece uma jornada através do tempo, permitindo que os estudantes se conectem com os eventos e personagens que moldaram a história de Sergipe.

A contribuição para o futuro da educação em Sergipe

O legado do Professor Jouberto Uchôa é vividamente evidente em cada canto do Memorial, onde sua visão educacional ganha vida. Como um educador dedicado e apaixonado pela história e cultura de Sergipe, o Professor Uchôa dedicou sua vida ao enriquecimento educacional da comunidade.

Ao fundar o Memorial, ele aspirava a proporcionar às futuras gerações um espaço onde pudessem mergulhar profundamente na riqueza do passado de Sergipe.

Cada sala do memorial é uma expressão tangível desse compromisso, projetada para oferecer aos visitantes uma experiência educativa que vai além das páginas dos livros didáticos, transmitindo a importância de compreender e valorizar as raízes culturais e históricas do estado.

O impacto de uma experiência educativa e duradoura no Memorial de Sergipe

Além de oferecer visitas guiadas e atividades educativas, o Memorial de Sergipe busca criar conexões eternas, o objetivo é que os pequenos visitantes lembrem-se sempre da importância de conhecer e preservar sua história e cultura. Através de experiências sensoriais e interativas, o espaço procura não apenas transmitir conhecimento, mas também despertar um senso de identidade e pertencimento nas crianças e adolescentes que o visitam.

Com o desejo de criar conexões eternas, o memorial visa deixar uma marca indelével na memória de seus visitantes, inspirando-os a valorizar e celebrar as riquezas culturais e históricas de Sergipe ao longo de suas vidas.

Assim, o contato com o Memorial vai além do enriquecimento acadêmico – ele também desempenha um papel fundamental na formação de cidadãos conscientes e engajados.

À medida que avançamos para o futuro, é crucial reconhecer o papel vital que o Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa desempenha na educação das futuras gerações. Investir na preservação e promoção do patrimônio cultural do estado não apenas enriquece a experiência educacional dos alunos, mas também fortalece o senso de pertencimento e identidade da comunidade como um todo.

Em um mundo cada vez mais conectado e globalizado, é fundamental preservar e valorizar o conhecimento como um patrimônio precioso. O Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa se destaca como um exemplo inspirador de como o contato com a história e a cultura local pode enriquecer a educação das crianças e adolescentes, capacitando-os a se tornarem cidadãos conscientes e comprometidos com o seu legado histórico. Ao investir no futuro do Memorial de Sergipe, investimos também no futuro de Sergipe e de suas próximas gerações.

Mapa com as manifestações culturais em Sergipe

Ciclo Natalino é encerrado com manifestações culturais em comemoração ao dia de Reis

Manifestações culturais: Ciclo Natalino encerra em comemoração ao dia de Reis

Em Sergipe, a data celebra a chegada dos três reis magos com manifestações como a Taieira, Cacumbi e Chegança 

Presente no calendário litúrgico da Igreja Católica, o Dia de Reis é celebrado no dia 6 de janeiro. Essa data marca a aparição dos reis magos ao local de nascimento de Jesus Cristo com o objetivo de prestar culto e oferecer presentes. E também marca o encerramento do período natalino, sendo a ocasião em que são recolhidas as decorações desse período.

Trazida para o Brasil por colonos portugueses, atualmente é uma das manifestações folclóricas mais significativas em todo o país. Em Sergipe, a data é comemorada com manifestações populares, entre elas a Taieira, Cacumbi e Chegança.  

Taieiras 

A colaboradora do Memorial de Sergipe e professora de História, Nathaly Silva, comenta sobre a história das manifestações culturais realizadas em Sergipe. “A Taieira é uma manifestação cultural ligada ao ciclo natalino e remete às influências portuguesas e africanas no Brasil. A celebração retrata a devoção a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário e se relaciona com a Festa de Santos Reis Magos, no dia seis de janeiro. Em Sergipe, há registros de sua existência nos municípios de Laranjeiras, Japaratuba, São Cristóvão, Lagarto, Aracaju e Itaporanga, tendo em cada localidade práticas específicas”, explica.

Em suas pesquisas, ela encontrou nos livros “Danças e Folguedos; iniciação ao Folclore Sergipano”, de Aglaé D’Ávila Fontes Alencar, e “Etnomusicologia das Taieiras de Sergipe: uma tradição revista”, de Hugo Leonardo Ribeiro, a explicação de como surgiu a Taieira no estado.

Nathaly destaca que em Laranjeiras, o grupo Taieiras é ligado à Irmandade Nagô, religião de matriz africana, e atualmente é liderado pela Lôxa Bárbara Cristina, responsável pela manutenção da tradição que remete ao século XIX. “Sem restrição de gênero, mas majoritariamente composto por jovens negras e virgens, o enredo é executado por diversos personagens como: Guias, contra – guias, taieiras, lacraias, capacetes, ministro, patrão, rei e rainhas”, destaca. 

Ainda de acordo com Nathaly, no dia seis de janeiro, os devotos cantam e dançam pelas ruas do município de Laranjeiras junto aos grupos Cacumbi e Chegança, até o momento da coroação das Taieiras, que acontece na Igreja Nossa Senhora do Rosário. 

“A coroação é o ponto mais marcante da celebração, pois o pároco retira a coroa da imagem sacra de Nossa Senhora do Rosário e a coloca na mulher escolhida como Rainha. As suas vestimentas são predominantemente vermelhas e possuem fitas coloridas que enfeitam suas saias. Nas mãos, alguns personagens carregam o querequexé, – instrumento que remete a religiosidade africana –  e uma espada”, comenta. 

Já em Lagarto, há registros de dois grupos das Taieiras comandados respectivamente por Seu Gerson e Dona Neti. “Segundo histórias populares, os grupos surgiram por influência das Taieiras de Laranjeiras, mas não perpetuaram todos os seus costumes. Assim,  o grupo não possui restrições religiosas, e em geral, é composto por idosas. Os personagens principais são o Rei, a rainha, o percussionista e as dançarinas Nas vestimentas, utilizam vestidos brancos com fitas coloridas e chapéus com fitas azuis ou vermelhas”, ressalta.

Esse ano a  Missa de Reis e Coroação das Taieiras ocorrerá no domingo, 7 de janeiro, na Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, em Laranjeiras.

Cacumbi

O Cacumbi é uma manifestação cultural centenária que se relaciona ao ciclo natalino. Conforme aponta o pesquisador Irineu Fontes (2014), não há um registro exato sobre a sua origem, mas há uma ligação direta entre a manifestação e a presença africana no país. “Assim como a Taieira e a Chegança, o Cacumbi é uma celebração a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário, protetores das comunidades negras em diferentes contextos nacionais. É possível encontrar grupos nos municípios de  Laranjeiras, Japaratuba, Maruim, Lagarto, Itaporanga e Riachuelo”, conta Nathaly. 

Em Sergipe, o folguedo é composto apenas por homens que se dividem entre dançadores, mestre e contra- mestre, sendo a indumentária, o que diferencia a função de cada um no grupo: os integrantes vestem camisa amarela e o Mestre e contra- mestre se destacam utilizando camisa azul. O chapéu com fitas coloridas e pequenos espelhos trazem o movimento e a alegria à celebração. 

“Os brincantes utilizam instrumentos como onça, pandeiro, reco-reco, caixa e ganzá. Assim,dançam e cantam formando duas fileiras que se movimentam ao longo da apresentação. Ao centro, mestre e contra – mestre coordenam o ritmo, sendo o primeiro responsável por entoar as cantigas, e o segundo por responder e auxiliar os brincantes. Os cânticos, por sua vez, possuem caráter religioso e popular. Jovens e idosos participam do folguedo, evidenciando assim, o seu caráter geracional”, detalha.  

No município de Laranjeiras, o Cacumbi preserva a história dos diferentes mestres que contribuíram com a continuidade da louvação aos santos protetores, destaca-se: João de Pita, Otacílio, José de Rosa da Silva (Zezinho), José Santana dos Santos (Deca), José Carlos dos Santos (Testinha) e Antônio Carlos dos Santos (Neguinho). 

“Atualmente, o Cacumbi de Laranjeiras tem um calendário festivo para a realização da louvação: A festa dos Santos Reis, a festa do Bom Jesus dos Navegantes, a Semana do Folclore e o Encontro Cultural de Laranjeiras. Além disso, em novembro de 2013, através de uma Lei Municipal, o dia 13 de julho foi estabelecido como Dia Municipal da Dança do Cacumbi”, frisa. 

Chegança

Compondo a Festa de Reis, a Chegança é um folguedo popular que encena a reconquista dos cristãos de territórios dominados pelos muçulmanos a partir do século XVIII. Em louvação à São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, a encenação remonta as batalhas entre cristãos e mouros até a derrota destes, que são batizados como forma de rendição.

“A indumentária utilizada pelos que representam os cristãos faz referência a patentes da Marinha, ressaltando as jornadas marítimas enfrentadas pelos povos ibéricos no processo de retomada. Já os Mouros, são representados com roupas bem coloridas, coroas e turbantes, remetendo assim,  aos principais reinos muçulmanos do período. Os cristãos tocam pandeiros que são harmonizados pelo Capitão-piloto da tripulação, que por sua vez, carrega uma buzina. Nos momentos de encenação, os personagens utilizam espadas para simbolizar as batalhas”, descreve.  

Ao longo da louvação, que sempre ocorre próximo a igrejas, são entoados cânticos e encenadas batalhas entre os personagens citados. As cantigas cantadas na rua e dentro da Igreja possuem diferenças tanto nas letras, como em seu ritmo. 

“O pesquisador Mesalas Ferreira Santos, destaca que a Chegança Almirante de Tamandaré, comandada pelo Mestre Zé Rolinha, se deu como um pagamento de promessas e tem como data marcante a coroação das Taieiras, durante a Festa dos Santos Reis, que junto aos Cacumbis, formam a tríade celebrativa aos santos protetores dos pretos”, conta. 

No município de Itabaiana, a Chegança Santa Cruz é registrado como o grupo mais antigo de Sergipe.  “O seu destaque se deve pela  tradição familiar que atravessa as gerações há mais de sete décadas, quando foi fundado por José Serafim de Menezes, popularmente conhecido como Zé Biné, que fez sua passagem em 2020, deixando um legado de resistência e luta pela preservação da cultura popular”, relembra. 

A historiadora ressalta que é possível encontrar essas manifestações culturais na programação da celebração do Dia de Reis em algumas cidades sergipanas. “Ainda há poucos estudos sobre esses grupos, por isso o foco das pesquisas acaba sendo sobre Laranjeiras, que é considerado o berço cultural de Sergipe. Mas existem programações culturais da Teixeira, Cacumbi e Chegança em Lagarto, São Cristóvão, Divina Pastora e Itabaiana”, finaliza.

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