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Semana da Cultura Popular transforma o Memorial de Sergipe em palco de memórias e identidade

O Memorial de Sergipe respirou cultura, tradição e arte durante a Semana da Cultura Popular, realizada de 19 a 22 de agosto, reunindo apresentações, palestras, dinâmicas e a abertura de uma nova exposição temporária.

Para a diretora do Memorial, Sayonara Viana, o evento reforça a função social do espaço. “A Semana da Cultura Popular reafirma o compromisso do Memorial em ser um espaço vivo de preservação e difusão das nossas tradições. Cada atividade buscou aproximar a comunidade da riqueza cultural que nos constitui enquanto povo sergipano”, afirma.

Quatro dias de celebração

A programação teve início no dia 19/08, com a apresentação do Grupo de Reisado da Missão, seguida pela palestra da professora Adinagruber Lima e pela atividade educativa “Jogo da Memória do Folclore Sergipano”, que estimulou o público a conhecer e valorizar elementos tradicionais da cultura local.

No dia 20/08, o destaque foi a atividade interativa “Conhece Sergipe Mesmo?”, que uniu quiz e improvisação cênica, aproximando os visitantes da história e dos costumes sergipanos de forma lúdica e participativa.

Já em 21/08, o Memorial recebeu a cerimônia de abertura da Academia Líterocultural de Sergipe e a palestra “As manifestações da cultura popular na arte”, ministrada por Verônica Nunes, além de uma dinâmica com parlendas, resgatando a oralidade e as memórias populares.

Encerrando a semana, em 22/08, foi aberta a exposição “De Si: A Arte de Ana Denise”, que apresenta o trabalho da artista sergipana em diálogo com elementos de identidade e memória. A abertura contou com a apresentação especial do Duo de Sanfona – Lucas Campelo e Lucas Teixeira e com a participação do escritor e artista João Lover. Na ocasião, também foi realizado o lançamento do catálogo da mostra.

Uma das organizadoras do catálogo da exposição, Ingridy Neirely, ressaltou o processo de construção coletiva do material. “O catálogo não é apenas um registro da exposição, mas também uma forma de ampliar o alcance da obra de Ana Denise e possibilitar novas leituras sobre sua arte e sua relação com a cultura popular”, lembrou.

De Si: A Arte de Ana Denise

A artista sergipana Ana Denise ganhou protagonismo com a abertura da exposição “De Si: A Arte de Ana Denise”, que ficará em cartaz pelos próximos três meses no Memorial de Sergipe. A mostra traz um olhar íntimo e sensível da artista, atravessado por elementos de memória, identidade e afetos, convidando o público a refletir sobre a potência da cultura popular em diálogo com a arte contemporânea.

Memória e tradição dão o tom da nova exposição do Memorial de Sergipe: “Memória dos Mestres do Fogo”

Abrindo oficialmente a temporada junina, o Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa inaugura na próxima quinta-feira, dia 29 de maio, a exposição “Memória dos Mestres do Fogo”, que celebra a cultura popular e homenageia os mestres fogueteiros da cidade de Estância, reconhecidos por manter viva a tradição do fabrico do buscapé, da espada e do emblemático barco de fogo.

A mostra tem como referência o Projeto Mestres do Fogo, desenvolvido pela diretora do Memorial, Sayonara Viana, e reúne uma seleção de fotografias, objetos e registros dessa manifestação cultural que é Patrimônio Cultural Imaterial de Sergipe.

A pesquisa que deu origem ao projeto foi iniciada em junho de 2013 e percorreu os bairros Porto d’Areia e Bonfim, onde vivem os mestres fogueteiros e brincantes do barco de fogo. O trabalho envolveu entrevistas, visitas técnicas, registros fotográficos, estudo documental com dados desde o século XIX e acompanhamento direto da prática artesanal.

O projeto foi finalizado em 2015 com uma exposição fotográfica e o lançamento de um catálogo no espaço do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe. Agora, o Memorial traz esse acervo para mais perto do público, reforçando a importância de valorizar as memórias e os saberes desses mestres.

Além de visitar a nova exposição, os visitantes poderão conhecer mais sobre o Barco de Fogo e outros Patrimônios Imateriais de Sergipe na sala “Nossa Cultura”, espaço permanente do Memorial que valoriza expressões culturais típicas do estado.

“Memória dos Mestres do Fogo” é um convite ao reconhecimento e à preservação de uma das expressões mais marcantes da cultura sergipana.

‘Eu Sei em Quem Acreditei’: exposição em homenagem ao centenário de Dom Luciano é aberta no Memorial de Sergipe

Quem visitar o Memorial de Sergipe Professor Jouberto Uchôa, em Aracaju, até junho de 2025, poderá apreciar objetos, fotografias e registros históricos do arcebispo Dom Luciano José Cabral Duarte (1925-2025). A história de Sergipe e da Igreja Católica no Brasil se entrelaçam na exposição “Eu Sei em Quem Acreditei”, inaugurada no dia 27 de março, a mostra celebra o centenário do sacerdote, escritor e educador que deixou um legado significativo para Sergipe, para a Igreja e para a educação.

A exposição é, além de uma homenagem ao centenário de nascimento de uma das figuras mais importantes da história de Sergipe, também uma forma de preservar sua memória e compartilhar seu legado com a sociedade, ressaltando a importância de reconhecer e valorizar grandes personalidades que marcaram a história do estado.

Objetos pessoais e documentos de Dom Luciano compõem a exposição “Eu Sei em Quem Acreditei”, oferecendo ao público um olhar íntimo sobre sua trajetória. | Foto: Hellen Tereza.

A mostra reúne documentos, fotografias, objetos pessoais e registros de sua vasta trajetória como sacerdote, educador e escritor. A curadoria foi feita pela museóloga Sayonara Viana e pela Professora Doutora Verônica Nunes, que buscaram apresentar um olhar sensível e aprofundado sobre a vida e o legado de Dom Luciano, destacando sua influência em todas as áreas que atuou. A diretora do Memorial de Sergipe e curadora da exposição, Sayonara Viana, destaca a importância da exposição: “Dom Luciano deixou um legado que vai além da fé. Ele foi um grande educador, um intelectual que ajudou a transformar Sergipe. Esta exposição é uma forma de relembrar suas contribuições e inspirar novas gerações.”

Uma trajetória de fé e conhecimento

Além dos documentos, fotografias e objetos pessoais que compõem o acervo, o Memorial de Sergipe também produziu um documentário exclusivo sobre Dom Luciano. A produção reúne depoimentos de pessoas que conviveram com o arcebispo e que testemunharam seu trabalho e dedicação à Igreja e à sociedade. O filme permite um olhar mais próximo e humano sobre sua figura, evidenciando sua influência na educação, na pastoral rural e na luta por justiça social.

Resgatando a memória – Registros históricos reunidos pela historiadora Ingridy Barbosa revelam detalhes da trajetória de Dom Luciano e sua contribuição para Sergipe. | Foto: Acervo Memorial de Sergipe

A exposição “Eu Sei em Quem Acreditei” é fruto de um trabalho minucioso de investigação histórica, no qual a historiadora Ingridy Barbosa teve participação ativa. Para ela, a mostra é uma oportunidade de mergulhar na trajetória de Dom Luciano e compreender sua influência. “Tivemos acesso a documentos e registros inéditos, que nos permitiram construir um retrato de Dom Luciano. Sua participação ativa na história de Sergipe e do Brasil é impressionante, e esperamos que os visitantes saiam daqui inspirados pelo seu legado”, afirma.

Responsável pela expografia, Jorge Luiz detalha os desafios e processos para dar vida à exposição “Eu Sei em Quem Acreditei”. | Foto: Antônio Walter.

Jorge Luiz, artista plástico responsável pela expografia, ressalta o impacto visual da mostra. “Buscamos criar um ambiente que transportasse os visitantes para os momentos mais marcantes da vida de Dom Luciano. O uso de elementos interativos e audiovisuais permite que cada pessoa tenha uma experiência única e profunda com a exposição”, explica.

A jornalista do Memorial, Hellen Tereza, enfatiza o impacto da exposição na valorização da memória cultural sergipana. “Trazer essa história ao público é reafirmar a importância de preservar nossa memória e reconhecer as personalidades que moldaram nosso estado” , destacou.

A jornalista Hellen Tereza fala sobre o processo de pesquisa e produção da exposição que celebra o legado de Dom Luciano. | Foto: Antônio Walter.

Além de sua contribuição à exposição, Hellen também participou da produção do documentário que acompanha a mostra, aprofundando a narrativa sobre a trajetória de Dom Luciano. “Entrevistamos pessoas que conviveram com Dom Luciano e que puderam compartilhar suas vivências e impressões sobre ele. O documentário complementa a exposição ao trazer depoimentos emocionantes e um olhar mais íntimo sobre sua personalidade e missão. A ideia era dar voz a quem viveu e testemunhou sua história de perto, trazendo não apenas registros históricos, mas também emoções e lembranças que revelam sua influência na vida de tantas pessoas,” explica.

Dom Luciano José Cabral Duarte: Fé, Educação e Transformação Social

Sacerdote, escritor e educador, Dom Luciano deu a Sergipe, ao Brasil e à Igreja o testemunho de uma vocação autêntica. Nascido em 21 de janeiro de 1925, em Aracaju, ele cresceu em um ambiente que valorizava a fé e a educação. Desde cedo, manifestou sua vocação religiosa, ingressando no Seminário Menor de Aracaju e, posteriormente, aprofundando seus estudos no Seminário de Olinda e no Seminário de São Leopoldo. Foi ordenado sacerdote em 1948, iniciando uma trajetória brilhante.

Dom Luciano teve papel fundamental na Juventude Universitária Católica (JUC) e na perpetuação de tradições religiosas sergipanas, como a peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora Divina Pastora. Em sua missão pastoral, fundou a PRHOCASE (Programa de Promoção da Pastoral Rural de Sergipe), beneficiando milhares de trabalhadores do campo e promovendo justiça social.

Fragmentos de uma história – Objetos e documentos que marcaram a vida de Dom Luciano estão expostos. | Foto: Hellen Tereza.

Seu olhar inovador o levou a participar do Concílio Vaticano II, onde contribuiu para a modernização da Igreja Católica. Como educador, foi um dos responsáveis pela fundação da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e esteve à frente de projetos educacionais transformadores, como o Movimento de Educação de Base (MEB).

Além disso, Dom Luciano foi um exímio escritor e observador do mundo, registrando suas reflexões em livros e artigos que abordavam espiritualidade, filosofia e viagens. Sua atuação o levou a encontros ecumênicos de relevância global, onde dialogou com líderes religiosos e intelectuais.

Faleceu em 29 de maio de 2018, deixando um legado de fé, conhecimento e compromisso social. O centenário de seu nascimento, celebrado com a exposição “Eu Sei em Quem Acreditei”, reforça sua importância e perpetua sua memória para as futuras gerações.

Registros históricos e objetos pessoais de Dom Luciano revelam sua trajetória e impacto na sociedade sergipana. | Foto: Hellen Tereza.

A exposição permanece em cartaz por três meses no Memorial de Sergipe, localizado na Av. Santos Dumont – Praça de Eventos da Orla, N° 100, Coroa do Meio, Aracaju-SE. A visitação é uma oportunidade única de conhecer mais sobre a história e o legado de Dom Luciano, um homem cuja inteligência e espiritualidade iluminaram todos os aspectos de sua atuação, seja como sacerdote, educador, escritor ou defensor dos marginalizados.

“Eu sei em quem acreditei”: exposição destaca a trajetória religiosa, educacional e social do arcebispo sergipano Dom Luciano

O Memorial de Sergipe inaugura, no dia 27 de março, às 19h, a exposição “Eu sei em quem acreditei”, que homenageia a trajetória do arcebispo sergipano Dom Luciano José Cabral Duarte em seu centenário, e sua contribuição para a educação, religiosidade e sociedade. A abertura contará com a apresentação musical da cantora lírica Marília Teixeira e a exibição do documentário “Eu Sei em Quem Acreditei”, produzido pela equipe do Memorial.

A mostra reúne documentos, fotografias, objetos pessoais e registros históricos que destacam a atuação de Dom Luciano como líder religioso e intelectual. Reconhecido por sua defesa da educação e pela modernização do ensino em Sergipe, ele foi um dos responsáveis pela criação da Universidade Federal de Sergipe e deixou um legado que ultrapassa as fronteiras da Igreja.

Aberta ao público, a exposição busca preservar e difundir a memória de uma das figuras mais influentes da história sergipana. A iniciativa reforça o compromisso do Memorial de Sergipe com a valorização do patrimônio cultural e a promoção do conhecimento.

Dom Luciano – Mais que um arcebispo

Figura marcante na história de Sergipe, Dom Luciano José Cabral Duarte deixou um legado de dedicação à fé, à educação e à cultura. Nascido em Aracaju, no dia 21 de janeiro de 1925, o religioso destacou-se por sua atuação na Igreja Católica e no desenvolvimento educacional do estado.

Aos 11 anos, ingressou no Seminário Menor do Sagrado Coração de Jesus e, em 1942, transferiu-se para o Seminário de Olinda, em Pernambuco. Concluiu seus estudos eclesiásticos no Rio Grande do Sul e foi ordenado sacerdote em 18 de janeiro de 1948. Sempre ligado à educação, tornou-se professor e o primeiro diretor da Faculdade Católica de Filosofia de Sergipe, fundada em 1951. Em busca de aprimoramento acadêmico, doutorou-se em Filosofia pela Universidade de Paris (Sorbonne), onde defendeu uma tese sobre a filosofia tomista e a obra de Hume.

Em 1966, foi nomeado bispo auxiliar de Aracaju e, cinco anos depois, assumiu o cargo de arcebispo metropolitano, posição que ocupou até 1998. Durante seu episcopado, teve papel fundamental na criação da Universidade Federal de Sergipe (UFS), sendo um de seus fundadores e o primeiro presidente do Conselho Diretor. Também foi membro da Academia Sergipana de Letras, reforçando seu compromisso com a valorização da cultura e do conhecimento.

Dom Luciano faleceu em 29 de maio de 2018, aos 93 anos, deixando um legado inestimável para a Igreja e a sociedade sergipana. Seu trabalho na educação e na preservação da memória do estado continua sendo referência, evidenciando seu compromisso com o desenvolvimento humano e espiritual.

“Feitas de Pano: Entrelinhas e Afetos”: Memorial de Sergipe inaugura exposição sobre artesanato e tradição

O Memorial de Sergipe celebrará no dia 22 de agosto o Dia do Folclore com a inauguração da exposição temporária “Feitas de Pano: Entrelinhas e Afetos”. Esse evento marca o encerramento do “Agosto da Cultura Popular”, que trouxe uma série de atividades culturais ao longo das últimas duas semanas. A abertura da exposição, que ocorrerá às 16h, contará com a participação do grupo de penitentes de Nossa Senhora das Dores, evidenciando a rica tradição folclórica e religiosa do estado.

A exposição tem como objetivo celebrar o artesanato sergipano, destacando o trabalho das bonequeiras de São Cristóvão que, inspiradas nos saberes locais, no folclore e na religiosidade popular, criam bonecas que refletem a história e a cultura de Sergipe. As artesãs envolvidas neste projeto são reconhecidas por sua criatividade e dedicação, e suas obras estarão em destaque durante a mostra.

Feitas de Pano: Entrelinhas e Afetos

A exposição é uma realização conjunta do Memorial de Sergipe, com Iphan, Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, Governo Federal e Ministério da Cultura, com a colaboração da Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edson Carneiro. Ela nasceu de uma pesquisa de campo realizada pela museóloga e pesquisadora Sayonara Viana, através do CNFCP,  nas cidades de Simão Dias, Nossa Senhora das Dores e São Cristóvão. Através de entrevistas e fotografias, foram documentados o modo de produção das bonecas e os contextos de criação, revelando como a tradição foi mantida em cada uma dessas localidades.

Os relatos das bonequeiras são carregados de afetividade e ancestralidade. Desde a inspiração materna, como no caso de Therezinha de Jesus, que cultivou sua arte desde a infância com a mãe costureira, até as memórias das danças locais, como relatado por Jacira Silva, que traz a influência de manifestações culturais como o Reisado e a Dança de Coco em seu trabalho.

Programação:

– 16h – Abertura do evento

– 16h15 – Apresentação do Grupo de Penitentes

– 16h30 – Abertura oficial da Exposição

O evento será gratuito e aberto ao público.

Mês da Cultura Popular: Memorial de Sergipe Professor Jouberto Uchôa divulga programação especial

Tradicionalmente, o mês de agosto é dedicado à celebração das mais variadas manifestações culturais do nosso país. Em alusão a esta data, o Memorial de Sergipe realizará a Semana da Cultura Popular, com o objetivo de promover e valorizar as tradições e patrimônios culturais sergipanos. Entre os dias 13 e 22 de agosto, o evento contará com uma programação diversificada que reunirá artistas, educadores e outros agentes culturais, proporcionando uma imersão nas ricas manifestações culturais de Sergipe.

A Semana da Cultura Popular no Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa terá abertura com a participação da artista plástica Cláudia Nên, cujas ilustrações permeiam o espaço, em especial na sala “Nossa Cultura”. Também estarão presentes na nossa programação a educadora Cris Souza, com contação de histórias, o cantor e produtor Irineu Fontes e a bibliotecária Fabiana Cruz.

A programação culminará na abertura da Exposição “Feitas de Pano: Entrelinhas e Afetos”. Uma mostra que celebra o trabalho das mulheres sergipanas que se dedicam à criação de bonecas de pano. Focada na produção artesanal de bonecas de pano em Sergipe, trata-se de um verdadeiro mergulho sobre o ofício de mulheres que se inspiram na cultura local para criar as mais diversas personagens com tecido. Essas bonequeiras são importantes agentes na preservação e divulgação das tradições culturais de Sergipe.

A exposição destaca a história e o ofício dessas mulheres, mostrando a riqueza cultural e a habilidade artesanal envolvida na confecção das bonecas. A exposição é parte da programação do Memorial de Sergipe e visa homenagear essas artesãs, reconhecendo a importância de seu trabalho na manutenção das tradições culturais sergipanas.

Destaques da Sala “Nossa Cultura”

Durante a Semana da Cultura Popular, o Memorial evidencia a Sala “Nossa Cultura”, o espaço homenageia às expressões culturais sergipanas, com peças que celebram a Chegança, um dos mais vibrantes folguedos populares do estado, através das ilustrações de Cláudia Nên e narração e encenação da companhia de teatro Mamulengo de Cheiroso.

Além disso, a sala dá aos visitantes a oportunidade de conhecer o mapa das manifestações culturais de Sergipe, assim como apreciar os patrimônios imateriais culturais do Estado, como a Renda Irlandesa, Totoloto, Barco de Fogo, entre outros. A exposição ainda conta com a coleção do renomado artista Véio, cujas obras trazem uma visão única e autêntica do sertão sergipano.

Programação:

13/08, às 09h – Abertura da Semana da Cultura Popular com Cláudia Nên – artista plástica

15/08, às 09h – Tecendo Histórias e Memórias na Semana da Cultura Popular com Cris Souza – educadora

16/08, às 09h –  Irineu Fontes apresenta-se – cantor e produtor

21/08, às 09h – a palestrante Fabiana Cruz – bibliotecária

22/08, às 16h – Abertura da exposição “Feitas de Pano: Entrelinhas e Afetos”

Endereço: Memorial de Sergipe Professor Jouberto Uchôa, Aracaju-SE,

Av. Santos Dumont, 100, Coroa do Meio, CEP: 49037-475

Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchoa celebra Emancipação Política de Sergipe

No próximo dia 8 de julho, o Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa celebrará a Emancipação Política do Estado, data que marca sua separação da Bahia em 1820. Em destaque estará a exposição permanente “Caminhos para a República”, que não apenas revive esse marco crucial, mas também celebra a rica trajetória política e cultural de Sergipe.

Esse dia, 8 de julho de 1820, ficou gravado na história de Sergipe quando D. João VI assinou a Carta Régia, concedendo autonomia política ao estado e permitindo a escolha de seus próprios governantes, rompendo definitivamente com a subordinação à Bahia. Esse ato não apenas simboliza a libertação administrativa, mas também fortaleceu uma identidade sergipana distinta e orgulhosa.

Na Sala “Caminhos para a República” do Memorial, os visitantes serão transportados à época da Independência, mergulhando em uma experiência educativa e detalhada sobre os eventos que moldaram o estado. A exposição é um verdadeiro tesouro de símbolos do poder político, destacando acervos valiosos de figuras fundamentais como Lourival Baptista e Paulo Barreto de Menezes, além dos bustos dos governadores Augusto Franco, João Alves Filho e Marcelo Déda, que proporcionam uma conexão tangível com o passado político recente de Sergipe.

Mais do que um simples olhar para trás, a Sala “Caminhos para a República” serve como uma inspiração para as gerações futuras, oferecendo uma perspectiva abrangente da evolução política de Sergipe e celebrando as lutas e conquistas que definiram o estado ao longo dos anos.

O Memorial de Sergipe, através da exposição “Caminhos para a República”, não apenas homenageia essa data histórica, mas também traça os caminhos que Sergipe percorreu para se consolidar como uma unidade política singular. É um testemunho vivo da resiliência e do espírito de independência do povo sergipano, celebrando sua história e cultura com orgulho.

A celebração tem como objetivo dar a oportunidade para todos, residentes e visitantes, mergulharem na fascinante história política e cultural de Sergipe, reafirmando seu papel fundamental no panorama nacional.

História da Emancipação Política de Sergipe

A Emancipação Política de Sergipe, celebrada em 8 de julho, marca um ponto crucial na história do estado. Em 1820, Sergipe obteve sua separação política da Bahia, um passo significativo que permitiu ao estado desenvolver sua própria identidade política e administrativa. Este marco histórico é comemorado anualmente, lembrando a luta e a determinação dos sergipanos em buscar autonomia e reconhecimento no cenário nacional.

A independência de Sergipe não foi apenas um ato político, mas um movimento de afirmação cultural e social. Ao longo dos anos, essa conquista permitiu que o estado construísse uma trajetória única, marcada por grandes líderes e momentos decisivos que contribuíram para o desenvolvimento regional.

Inauguração da exposição “13 traços de arte e tradição” marca a abertura do ciclo junino no Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchoa

O Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchoa anunciou a abertura oficial de seus eventos juninos, que acontecerá no dia 4 de junho, às 17 horas. A  programação promete um trezenário de atividades dedicado a destacar e celebrar os artistas sergipanos, tanto os que ainda estão entre nós quanto os que já partiram, cuja arte é profundamente inspirada pelo período junino.

Na noite de abertura, os visitantes serão recebidos com um animado forró pé de serra, criando o clima perfeito para a temporada de festas. Haverá também uma visita guiada, pela exposição intitulada “13 Traços de Arte e Cultura”, que será inaugurada durante o evento, onde os próprios artistas apresentarão suas obras e compartilharão suas inspirações e processos criativos. A programação do dia inclui um bate-papo interativo com os artistas e diversas outras atrações.

Ao longo dos próximos treze dias, o Memorial oferecerá uma série de palestras, exibições de vídeos no Cine Teatro Rio Branco, bate-papos com artistas e mais visitas guiadas, proporcionando ao público uma imersão completa na riqueza cultural e artística do ciclo junino. A sala de exposição temporária do Memorial servirá como um espaço dinâmico para dar voz e visibilidade à memória e história dos artistas sergipanos.

A exposição “13 Traços de Arte e Cultura” apresentará o trabalho de 13 artistas que, inspirados pelo ciclo junino, criaram obras em diversas técnicas, ressaltando as heranças culturais do Nordeste. A mostra inclui elementos de dança, folguedos, canções, culinária e outros aspectos da vida e costumes nordestinos durante esse período festivo. Entre os artistas prestigiados estão Félix Mender, Gosme Gêmeos, Jorge Luiz Barros, Ana Denise, Adriana Hagenbeck, Jeancarlo, Fábio Sampaio, Joel Dantas, Roger Rocha, Francisco Moreira da Costa, Nogueira, Maurício da Silva e Beto Ribeiro.

O objetivo do evento é celebrar a arte e a cultura junina, valorizando e reconhecendo a importância dos nossos talentos locais. Por isso, neste dia, o acesso ao memorial será gratuito.

Horário: 17h

Local: Memorial de Sergipe, Av. Santos Dumont, 100 – Coroa do Meio 

Data: 04 de junho

banda do corpo de bombeiros

Memorial de Sergipe inaugura exposição do Corpo de Bombeiros em celebração ao aniversário de Aracaju

Neste domingo, 17 de março, Aracaju acordou envolta em uma atmosfera de comemoração, celebrando seus 169 anos de história e progresso. O Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa foi palco de um evento marcante que reuniu a comunidade para honrar a trajetória da cidade e homenagear aqueles que dedicam suas vidas ao serviço público.

A exposição temporária “Soldados da Vida: Uma longa história”, realizada em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), foi um verdadeiro sucesso. Os visitantes tiveram a oportunidade de mergulhar na história fascinante dos bombeiros, explorando uma coleção única de artefatos e objetos históricos que remontam às origens da corporação, há mais de um século.

Desde capacetes até uniformes, medalhas e ferramentas utilizadas ao longo das décadas, cada item exposto conta uma parte importante da jornada do CBMSE, despertando admiração e respeito por aqueles que arriscam suas vidas para proteger a comunidade.

O curador da exposição, subtenente Luiz Delfino, expressou sua satisfação com o convite do Memorial e destacou a importância de preservar a história e os valores da corporação. “O Memorial nos deu uma grande oportunidade, a visibilidade da nossa história era muito pouca e essa instituição deu a gente um grande passo. Eu guardava os materiais mas não tinha onde apresentar, e agora com esse espaço eu estou muito feliz porque eu não esperava chegar tão longe”, declarou Delfino. 

O Capitão Leontino Gomes Ribeiro Filho, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe, expressou sua gratidão e reconhecimento pelo esforço contínuo na criação da exposição. “O Corpo de Bombeiros tem muita história, mas nunca tinha sido exposta antes. Parabenizo todos que tiveram essa iniciativa, que para nós é um grande avanço, e vamos trabalhar para ampliar nosso arquivo”, ressaltou.

Além da exposição, os presentes foram agraciados com uma apresentação especial da banda do CBMSE, que encantou a todos com seu talento e repertório inspirador, dedicado à cidade de Aracaju.

O evento contou ainda com a palestra “Um Roteiro de Aracaju”, ministrada pelo Profº Dr. José Anderson Nascimento, o momento acrescentou um aspecto educativo e reflexivo ao evento, oferecendo insights valiosos sobre a história e a evolução da cidade ao longo dos anos.

Para o professor, o espaço é formidável e a cada momento o Memorial vai se consolidando com a história e a memória da cidade. “É importante que a Universidade Tiradentes, que o professor Uchôa, a professora Amélia, tenha desenvolvido um exemplar, uma das unidades da universidade desse tamanho, desse projeto que é o projeto do futuro. Então, eles estão de parabéns por isso”, afirmou.

Com a exposição, o Memorial de Sergipe reafirma seu compromisso em preservar a memória e a cultura locais, proporcionando momentos de aprendizado, reflexão e celebração para toda a comunidade.

Além do sucesso alcançado no dia de hoje, o Memorial de Sergipe tem o prazer de anunciar que a exposição temporária “Soldados da Vida: Uma longa história” estará disponível para visitação pelos próximos três meses. Isso significa que aqueles que não puderam comparecer hoje terão a oportunidade de explorar e apreciar a rica história do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe e sua contribuição para a cidade de Aracaju.

a imagem mostra o professor Ézio Deda acompanhado de seus alunos

Arquiteto Ézio Déda conduz visita ao Memorial de Sergipe para alunos de arquitetura

O Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa recebeu na manhã de hoje, 15, uma visita mais que especial. O professor de arquitetura da Universidade Tiradentes (Unit), Ézio Déda, um dos responsáveis pelo projeto arquitetônico do memorial, conduziu uma excursão detalhada junto a seus alunos do curso de arquitetura. O objetivo da visita foi proporcionar aos estudantes uma experiência prática e realista sobre o processo de planejamento e construção do espaço.

Acompanhado por uma equipe de visitantes e alunos, o professor guiou o grupo pelos corredores e espaços do memorial, oferecendo insights valiosos sobre as decisões de projeto, as técnicas de construção e os desafios enfrentados durante o desenvolvimento do prédio. Os estudantes tiveram a oportunidade única de absorver conhecimento diretamente do arquiteto responsável, compreendendo de forma concreta e prática os princípios e conceitos aplicados na concepção e execução do Memorial de Sergipe.

“Eu fiz questão de trazer meus alunos aqui para que eles conhecessem a expografia do memorial de Sergipe e verem em loco um projeto que foi materializado. E aproveitei essa oportunidade da aula e convidei a procuradora da República, Lívia Tinoco, uma grande amiga e um entusiasta da cultura, e a arquiteta Ana Libório, que é um nome referencial da arquitetura sergipana, para que conhecesse o espaço. Então foi uma manhã muito produtiva onde tivemos a oportunidade de perpassar pela história de Sergipe, da pré-história à contemporaneidade”, destaca Ézio Déda.

Ao longo da visita, Ézio compartilhou não apenas os aspectos técnicos e estéticos do projeto, mas também a inspiração por trás da concepção do memorial, destacando sua importância como espaço de preservação da memória e da cultura sergipana.

Para a procuradora regional da República, Lívia Tinoco, o memorial é um verdadeiro presente que a família Uchôa dá ao estado de Sergipe. “Ele comunica muito, de uma forma muito lúdica e muito competente, as coisas do estado, as artes do estado, a história política e administrativa do estado, a pré-história no nosso estado, então realmente é um espaço que certamente se tornará parte do roteiro obrigatório de qualquer sergipano que queira conhecer um pouco mais sobre a história do seu estado, e também dos turistas que vêm a essa capital”, completou.

A visita não apenas enriqueceu o aprendizado acadêmico dos estudantes, mas também reforçou o valor do memorial como um espaço vivo de aprendizado e reflexão sobre a arquitetura e a história local. Essa iniciativa destaca a importância do envolvimento prático e da experiência direta no processo de formação dos futuros arquitetos, inspirando-os a buscar excelência e inovação em seus próprios projetos futuros.