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A imagem mostra um aluno do sexo masculino vendo quadros pendurados na parede

Memorial de Sergipe: Uma jornada educativa através da história

Para muitos estudantes, a visita ao Memorial de Sergipe é mais do que uma simples excursão – é uma oportunidade educativa única de mergulhar nas raízes culturais e históricas de seu próprio estado. Ao percorrer os corredores e salas repletos de artefatos e exposições, os alunos são incentivados a refletir sobre a história de Sergipe e a compreender como ela influenciou a formação da sociedade atual.

Na busca incessante por uma educação que transcenda os limites da sala de aula, o Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa emerge como um recurso valioso para escolas públicas e particulares do estado. Este espaço cultural oferece uma imersão profunda na história e na cultura local, proporcionando às crianças e adolescentes uma experiência educacional enriquecedora e transformadora.

Desde a sua inauguração, o Memorial de Sergipe tem desempenhado um papel fundamental na preservação e divulgação da identidade sergipana. Ao abrir suas portas para estudantes de todas as idades, o memorial se tornou um ponto de encontro entre o passado e o presente, conectando as gerações através do conhecimento e da reflexão.

Um aprendizado em cada sala

Cada sala do Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa é cuidadosamente projetada para contar uma história única, proporcionando aos visitantes uma experiência imersiva, educativa e envolvente.

Desde a sala dedicada aos povos indígenas que habitavam a região até os espaços dedicados à exposição de personalidades e pensadores sergipanos, o memorial oferece uma jornada através do tempo, permitindo que os estudantes se conectem com os eventos e personagens que moldaram a história de Sergipe.

A contribuição para o futuro da educação em Sergipe

O legado do Professor Jouberto Uchôa é vividamente evidente em cada canto do Memorial, onde sua visão educacional ganha vida. Como um educador dedicado e apaixonado pela história e cultura de Sergipe, o Professor Uchôa dedicou sua vida ao enriquecimento educacional da comunidade.

Ao fundar o Memorial, ele aspirava a proporcionar às futuras gerações um espaço onde pudessem mergulhar profundamente na riqueza do passado de Sergipe.

Cada sala do memorial é uma expressão tangível desse compromisso, projetada para oferecer aos visitantes uma experiência educativa que vai além das páginas dos livros didáticos, transmitindo a importância de compreender e valorizar as raízes culturais e históricas do estado.

O impacto de uma experiência educativa e duradoura no Memorial de Sergipe

Além de oferecer visitas guiadas e atividades educativas, o Memorial de Sergipe busca criar conexões eternas, o objetivo é que os pequenos visitantes lembrem-se sempre da importância de conhecer e preservar sua história e cultura. Através de experiências sensoriais e interativas, o espaço procura não apenas transmitir conhecimento, mas também despertar um senso de identidade e pertencimento nas crianças e adolescentes que o visitam.

Com o desejo de criar conexões eternas, o memorial visa deixar uma marca indelével na memória de seus visitantes, inspirando-os a valorizar e celebrar as riquezas culturais e históricas de Sergipe ao longo de suas vidas.

Assim, o contato com o Memorial vai além do enriquecimento acadêmico – ele também desempenha um papel fundamental na formação de cidadãos conscientes e engajados.

À medida que avançamos para o futuro, é crucial reconhecer o papel vital que o Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa desempenha na educação das futuras gerações. Investir na preservação e promoção do patrimônio cultural do estado não apenas enriquece a experiência educacional dos alunos, mas também fortalece o senso de pertencimento e identidade da comunidade como um todo.

Em um mundo cada vez mais conectado e globalizado, é fundamental preservar e valorizar o conhecimento como um patrimônio precioso. O Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa se destaca como um exemplo inspirador de como o contato com a história e a cultura local pode enriquecer a educação das crianças e adolescentes, capacitando-os a se tornarem cidadãos conscientes e comprometidos com o seu legado histórico. Ao investir no futuro do Memorial de Sergipe, investimos também no futuro de Sergipe e de suas próximas gerações.

Aracaju 169 anos: Memorial de Sergipe promove exposição sobre a história da cidade

A capital sergipana, Aracaju, completa 169 anos de história e para celebrar essa data marcante, o Memorial de Sergipe, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), inaugura, neste domingo, 17, uma exposição que destaca os 104 anos da corporação com artigos históricos. Além disso, haverá uma apresentação da Banda de Música do CBMSE e a palestra sobre a história da cidade ministrada pelo Dr. José Anderson Nascimento, presidente da Academia Sergipana de Letras.

Para a gestora do Memorial de Sergipe, Sayonara Viana, ela compreende que um dos motivos de promover esse ato tem como objetivo de preservar a memória e a história de Aracaju, como também o importante o conhecimento dos processos de urbanização e o desenvolvimento da cidade.

Exposição “Soldados da Vida: uma longa história”

A exposição abordará os 104 anos da corporação representando com os artigos e objetos históricos desde a época de 1930, entre os objetos estão como capacete, uniformes, fotografias, ferramentas, lanternas, telefones com fio, mangueiras etc.

Para colecionar esses artigos foi fruto de muito trabalho e preservação é o que relata o curador, o subtenente Luiz Delfino, do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe. Segundo ele, muitas das pessoas que faziam parte da corporação à época não entendiam a importância de preservar objetos que não mais faziam as necessidades da instituição.

Luiz ainda complementa: “Achavam que o que não prestava, tinha que jogar no lixo. Eu compreendia que esses objetos poderiam formar o museu do bombeiro e mostrar a história da corporação”.

O evento ainda contará com a participação da Banda de Música do CBMSE e o subregente da Banda de Música do CBMSE, tenente José Gentil, trará um repertório especial homenageando a capital sergipana.

Palestra “Um Roteiro de Aracaju”

Para abrilhantar o dia especial, o Memorial de Sergipe convidou o Profº Dr. José Anderson Nascimento, presidente da Academia Sergipana de Letras, para ministrar uma palestra sobre a fundação da cidade, sua evolução humana, a ocupação territorial e os impactos ambientais. Além disso, explanando sobre a expansão da cidade em todos os setores e o seu perfil turístico.

Rosa Faria: O Pincel do Tempo

Ainda na temática sobre Aracaju e a sua história, o Memorial de Sergipe, instituição museal mantido pelo Instituto de Pesquisa e Tecnologia (ITP) e a Universidade Tiradentes (Unit), tem em seu espaço obras do acervo da artista Rosa Moreira Faria, conhecida pela sua coleção que desenha imagens de Aracaju, municípios sergipanos e personalidades da terra feitos à mão em azulejos, em porcelanas, em pratos etc.

Público limitado a 120 pessoas.

Mapa com as manifestações culturais em Sergipe

Ciclo Natalino é encerrado com manifestações culturais em comemoração ao dia de Reis

Manifestações culturais: Ciclo Natalino encerra em comemoração ao dia de Reis

Em Sergipe, a data celebra a chegada dos três reis magos com manifestações como a Taieira, Cacumbi e Chegança 

Presente no calendário litúrgico da Igreja Católica, o Dia de Reis é celebrado no dia 6 de janeiro. Essa data marca a aparição dos reis magos ao local de nascimento de Jesus Cristo com o objetivo de prestar culto e oferecer presentes. E também marca o encerramento do período natalino, sendo a ocasião em que são recolhidas as decorações desse período.

Trazida para o Brasil por colonos portugueses, atualmente é uma das manifestações folclóricas mais significativas em todo o país. Em Sergipe, a data é comemorada com manifestações populares, entre elas a Taieira, Cacumbi e Chegança.  

Taieiras 

A colaboradora do Memorial de Sergipe e professora de História, Nathaly Silva, comenta sobre a história das manifestações culturais realizadas em Sergipe. “A Taieira é uma manifestação cultural ligada ao ciclo natalino e remete às influências portuguesas e africanas no Brasil. A celebração retrata a devoção a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário e se relaciona com a Festa de Santos Reis Magos, no dia seis de janeiro. Em Sergipe, há registros de sua existência nos municípios de Laranjeiras, Japaratuba, São Cristóvão, Lagarto, Aracaju e Itaporanga, tendo em cada localidade práticas específicas”, explica.

Em suas pesquisas, ela encontrou nos livros “Danças e Folguedos; iniciação ao Folclore Sergipano”, de Aglaé D’Ávila Fontes Alencar, e “Etnomusicologia das Taieiras de Sergipe: uma tradição revista”, de Hugo Leonardo Ribeiro, a explicação de como surgiu a Taieira no estado.

Nathaly destaca que em Laranjeiras, o grupo Taieiras é ligado à Irmandade Nagô, religião de matriz africana, e atualmente é liderado pela Lôxa Bárbara Cristina, responsável pela manutenção da tradição que remete ao século XIX. “Sem restrição de gênero, mas majoritariamente composto por jovens negras e virgens, o enredo é executado por diversos personagens como: Guias, contra – guias, taieiras, lacraias, capacetes, ministro, patrão, rei e rainhas”, destaca. 

Ainda de acordo com Nathaly, no dia seis de janeiro, os devotos cantam e dançam pelas ruas do município de Laranjeiras junto aos grupos Cacumbi e Chegança, até o momento da coroação das Taieiras, que acontece na Igreja Nossa Senhora do Rosário. 

“A coroação é o ponto mais marcante da celebração, pois o pároco retira a coroa da imagem sacra de Nossa Senhora do Rosário e a coloca na mulher escolhida como Rainha. As suas vestimentas são predominantemente vermelhas e possuem fitas coloridas que enfeitam suas saias. Nas mãos, alguns personagens carregam o querequexé, – instrumento que remete a religiosidade africana –  e uma espada”, comenta. 

Já em Lagarto, há registros de dois grupos das Taieiras comandados respectivamente por Seu Gerson e Dona Neti. “Segundo histórias populares, os grupos surgiram por influência das Taieiras de Laranjeiras, mas não perpetuaram todos os seus costumes. Assim,  o grupo não possui restrições religiosas, e em geral, é composto por idosas. Os personagens principais são o Rei, a rainha, o percussionista e as dançarinas Nas vestimentas, utilizam vestidos brancos com fitas coloridas e chapéus com fitas azuis ou vermelhas”, ressalta.

Esse ano a  Missa de Reis e Coroação das Taieiras ocorrerá no domingo, 7 de janeiro, na Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, em Laranjeiras.

Cacumbi

O Cacumbi é uma manifestação cultural centenária que se relaciona ao ciclo natalino. Conforme aponta o pesquisador Irineu Fontes (2014), não há um registro exato sobre a sua origem, mas há uma ligação direta entre a manifestação e a presença africana no país. “Assim como a Taieira e a Chegança, o Cacumbi é uma celebração a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário, protetores das comunidades negras em diferentes contextos nacionais. É possível encontrar grupos nos municípios de  Laranjeiras, Japaratuba, Maruim, Lagarto, Itaporanga e Riachuelo”, conta Nathaly. 

Em Sergipe, o folguedo é composto apenas por homens que se dividem entre dançadores, mestre e contra- mestre, sendo a indumentária, o que diferencia a função de cada um no grupo: os integrantes vestem camisa amarela e o Mestre e contra- mestre se destacam utilizando camisa azul. O chapéu com fitas coloridas e pequenos espelhos trazem o movimento e a alegria à celebração. 

“Os brincantes utilizam instrumentos como onça, pandeiro, reco-reco, caixa e ganzá. Assim,dançam e cantam formando duas fileiras que se movimentam ao longo da apresentação. Ao centro, mestre e contra – mestre coordenam o ritmo, sendo o primeiro responsável por entoar as cantigas, e o segundo por responder e auxiliar os brincantes. Os cânticos, por sua vez, possuem caráter religioso e popular. Jovens e idosos participam do folguedo, evidenciando assim, o seu caráter geracional”, detalha.  

No município de Laranjeiras, o Cacumbi preserva a história dos diferentes mestres que contribuíram com a continuidade da louvação aos santos protetores, destaca-se: João de Pita, Otacílio, José de Rosa da Silva (Zezinho), José Santana dos Santos (Deca), José Carlos dos Santos (Testinha) e Antônio Carlos dos Santos (Neguinho). 

“Atualmente, o Cacumbi de Laranjeiras tem um calendário festivo para a realização da louvação: A festa dos Santos Reis, a festa do Bom Jesus dos Navegantes, a Semana do Folclore e o Encontro Cultural de Laranjeiras. Além disso, em novembro de 2013, através de uma Lei Municipal, o dia 13 de julho foi estabelecido como Dia Municipal da Dança do Cacumbi”, frisa. 

Chegança

Compondo a Festa de Reis, a Chegança é um folguedo popular que encena a reconquista dos cristãos de territórios dominados pelos muçulmanos a partir do século XVIII. Em louvação à São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, a encenação remonta as batalhas entre cristãos e mouros até a derrota destes, que são batizados como forma de rendição.

“A indumentária utilizada pelos que representam os cristãos faz referência a patentes da Marinha, ressaltando as jornadas marítimas enfrentadas pelos povos ibéricos no processo de retomada. Já os Mouros, são representados com roupas bem coloridas, coroas e turbantes, remetendo assim,  aos principais reinos muçulmanos do período. Os cristãos tocam pandeiros que são harmonizados pelo Capitão-piloto da tripulação, que por sua vez, carrega uma buzina. Nos momentos de encenação, os personagens utilizam espadas para simbolizar as batalhas”, descreve.  

Ao longo da louvação, que sempre ocorre próximo a igrejas, são entoados cânticos e encenadas batalhas entre os personagens citados. As cantigas cantadas na rua e dentro da Igreja possuem diferenças tanto nas letras, como em seu ritmo. 

“O pesquisador Mesalas Ferreira Santos, destaca que a Chegança Almirante de Tamandaré, comandada pelo Mestre Zé Rolinha, se deu como um pagamento de promessas e tem como data marcante a coroação das Taieiras, durante a Festa dos Santos Reis, que junto aos Cacumbis, formam a tríade celebrativa aos santos protetores dos pretos”, conta. 

No município de Itabaiana, a Chegança Santa Cruz é registrado como o grupo mais antigo de Sergipe.  “O seu destaque se deve pela  tradição familiar que atravessa as gerações há mais de sete décadas, quando foi fundado por José Serafim de Menezes, popularmente conhecido como Zé Biné, que fez sua passagem em 2020, deixando um legado de resistência e luta pela preservação da cultura popular”, relembra. 

A historiadora ressalta que é possível encontrar essas manifestações culturais na programação da celebração do Dia de Reis em algumas cidades sergipanas. “Ainda há poucos estudos sobre esses grupos, por isso o foco das pesquisas acaba sendo sobre Laranjeiras, que é considerado o berço cultural de Sergipe. Mas existem programações culturais da Teixeira, Cacumbi e Chegança em Lagarto, São Cristóvão, Divina Pastora e Itabaiana”, finaliza.

Leia mais: Iniciando 2024 com inspiração e reflexão

Memorial de Sergipe realiza sessão de autógrafos do livro CLIO DIGITAL 02

Memorial de Sergipe realiza sessão de autógrafos do livro CLIO DIGITAL 02

A sessão de autógrafos com os autores do livro será realizada nesta quinta-feira, 28, às 15h30. 

O Memorial de Sergipe Prof Jouberto Uchôa realiza nesta quinta-feira, 28, uma sessão de autógrafos para o lançamento do livro CLIO DIGITAL 02: Memórias e Histórias de Sergipe (200 anos da independência). Século XIX aos dias atuais. 

A obra é uma homenagem ao professor Paulino da Silva, do Departamento de Filosofia e História, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que faleceu aos 80 anos, por Covid-19. Ele exerceu a função de professor do magistério superior até 1995, quando se aposentou. 

Organizado pelo historiador e professor titular do departamento de História da UFS, Antônio Lindvaldo Sousa, o livro CLIO DIGITAL 02 é fruto do evento virtual realizado durante a pandemia, denominado Clio Digital. A segunda edição reúne 20 textos sobre memórias e histórias de Sergipe. 

Escrito pelos historiadores e pesquisadores: Antônio Lindvaldo, Edna Maria Matos Antonio, Fernando Afonso Ferreira Junior, Carlos Oliveira Malaquias, Tatiane O. Cunha, Suelayne O. Andrade, Péricles M. Andrade Junior, Márcio Gomes, Terezinha Oliva, Renaldo Ribeiro Rocha, Joceneide Cunha Santos, Maria José Lima dos Santos, Wagner Emmanoel Menezes Santos, Luiz Antonio Pinto Cruz, Ermerson Porto, Jose Adeilson dos Santos, Sayonara Rodrigues Viana, Josefa Eliana Souza, Josineide Luciano A. Santos, Rubens Alonso Filho e Marilza de Oliveira, o livro contempla textos que foram produzidos a partir de temas discutidos em lives na redes sociais.

De acordo com Antônio, a maioria dos textos envereda numa nova abordagem histórica que não se restringe aos acometimentos extraordinários e nem na construção idílica de um personagem heroico do passado sergipano. “A narrativa aborda o cotidiano, experiências humanas, sujeitos, conflitos, confrontos, memórias, pertencimentos, sociabilidades e identidades, são algumas das categorias mais usadas nesses 20  textos”, destaca. 

Ele ressalta que na obra, as autoras e autores buscam contar narrativas onde seus personagens, pouco conhecidos ou completamente ignorados pela história, traz à luz a compreensão do século XIX ao XX.  

“Eles renovam a história de Sergipe com textos elaborados a partir de um exaustivo levantamento de dados, críticas à documentação pesquisada e  revisões das versões historiográficas oficiais. A historiadora  Edna Maria Matos Antonio, por exemplo, aborda a perseguição aos portugueses no tempo da independência de Sergipe, a partir de dois personagens. A pesquisadora Tatiane O. Cunha, enxerga conflitos e confrontos de protestantes e católicos valendo-se do estudo sobre o personagem Davi e sua família. Joceneide Cunha, num texto nessa mesma perspectiva, estuda a negra Rosa Benedita, revelando ao leitor a história de uma personagem mulher quitandeira, no século XIX, em Santo Amaro das Brotas”, destaca. 

A diversidade dos temas é outro ponto de destaque nesse livro. “Clio, deusa da história, abre espaço para diversas abordagens ligadas à história  social, cultural, econômica e política. Cada autor envereda em campos de estudos diferenciados, oferecendo textos inquietantes, provocadores e instigadores. O leitor comum é contemplado neste livro. Todos os textos têm uma linguagem simples, facilitando uma agradável leitura do nosso passado sergipano”, afirma.

Leia mais:

Fundadores do Grupo Tiradentes promovem confraternização em agradecimento aos trabalhadores da obra do Memorial de Sergipe

Fundadores do Grupo Tiradentes promovem confraternização em agradecimento aos trabalhadores da obra do Memorial de Sergipe

Jouberto Uchôa de Mendonça e Amélia Maria Cerqueira Uchôa expressam reconhecimento em um momento especial de agradecimento aos construtores e colaboradores do Memorial de Sergipe

Em um gesto de reconhecimento e gratidão, os fundadores do Grupo Tiradentes (GT), o Jouberto Uchôa de Mendonça e a Amélia Maria Cerqueira Uchôa, realizaram um encontro especial para agradecer aos trabalhadores responsáveis pela construção da nova sede do Memorial de Sergipe. Além da expressiva gratidão, os colaboradores tiveram a oportunidade de visitar o local que ajudaram a edificar.

Ciente da importância dos trabalhadores para o sucesso do empreendimento, o reitor da Universidade Tiradentes (Unit), Jouberto Uchôa, destaca a relevância do trabalho conjunto na construção do Memorial, ressaltando que o sucesso do projeto é fruto do esforço coletivo. “Quero expressar minha profunda gratidão a cada um de vocês. O Memorial de Sergipe é um sonho que se torna realidade, e isso só foi possível graças ao trabalho árduo e dedicado de todos os envolvidos. Cada tijolo colocado, cada detalhe pensado, contribui para a preservação da nossa história. Vocês são parte fundamental desse legado”, afirma Jouberto Uchôa.

A patronesse do projeto, Amélia Maria Cerqueira Uchôa, complementa as palavras do reitor, enfatizando a importância do comprometimento e da paixão dos trabalhadores na concretização do Memorial. “Este é um momento de celebração, de agradecer a cada um que dedicou tempo e esforço para tornar este projeto realidade. O Memorial não é apenas um prédio, é um símbolo de nossa identidade e história”, declara.

Após as palavras de agradecimento, os trabalhadores foram convidados a realizar uma visita especial ao Memorial de Sergipe. Guiados pela equipe responsável, puderam conhecer cada espaço, sentir a atmosfera cultural que o local proporcionará aos visitantes e testemunhar o resultado de seu trabalho árduo.

O marceneiro Evantônio José de Souza, um dos operários que participou ativamente da construção, expressa sua emoção ao visitar o Memorial. “Ver o que construímos é incrível. É um sentimento de orgulho e realização. Saber que contribuímos para preservar a história de Sergipe é algo que levo para a vida toda. Essa foi uma ótima oportunidade profissional, fiz muitos contatos e tive uma grande vitrine do meu trabalho com a realização do bondinho e de alguns outros trabalhos na marcenaria aqui do Memorial “, destaca.

Para o técnico em edificações, Everton Rocha Santos,  o gesto de gratidão e a visita dos trabalhadores ao Memorial não apenas fortalecem os laços entre a equipe e os líderes do projeto, mas também simbolizam o reconhecimento da importância de cada colaborador que esteve presente na construção de 

“Essa obra foi feita com muito zelo e dedicação por toda a equipe desde de o planejamento do projeto até a execução do projeto. Foi muito gratificante fazer parte da construção do Memorial. Hoje temos um belo resultado de um projeto de suor árduo, de dias intensos de trabalho e muito empenho por parte de toda a equipe para entregar um patrimônio que vai se tornar parte fundamental da identidade cultural de Sergipe”, afirma. 

Leia mais: Equipe de colaboradores participam de capacitações para atuar no Memorial de Sergipe

Equipe de colaboradores participam de capacitações para atuar no Memorial de Sergipe

Os colaboradores do Memorial de Sergipe participaram de aulas e capacitações sobre a história, política, arte e cultura do estado, além de treinamentos de brigadistas e de vendas

Idealizado pelo reitor da Universidade Tiradentes (Unit), Jouberto Uchôa de Mendonça, e pelo Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), com o objetivo de preservar a memória sergipana, o Memorial de Sergipe realizou diversos treinamentos para preparar a equipe de colaboradores para para receberem os visitantes do espaço. 

A diretora do Memorial de Sergipe, a museóloga Sayonara Rodrigues Viana, ressalta que preparar-se para receber os amantes da cultura e da história não é tarefa simples, mas é uma missão fundamental que a equipe do Memorial leva a sério. “Antes de receber os visitantes, a equipe se empenha em estudar sobre a história de Sergipe, entendendo as raízes e os eventos que moldaram o estado ao longo dos séculos. Esse conhecimento é a base sólida sobre a qual são construídas as experiências oferecidas aos visitantes do Memorial”, destaca.

De acordo com o doutor em estudos étnicos e africanos, João Mouzart, receber visitantes no Memorial de Sergipe é mais do que apenas fornecer informações históricas. “É sobre enriquecer suas visitas com histórias que cativam, contextos que elucidam e conexões que emocionam. O estudo da história de Sergipe capacita a equipe a oferecer uma perspectiva mais rica e envolvente, tornando a visita ao Memorial uma experiência inesquecível”, ressalta.

O historiador responsável pela primeira etapa do treinamento sobre a história sergipana, Wanderlei Menezes, destaca que a equipe se prepara não apenas para compartilhar datas e fatos, mas para dar vida às personalidades, eventos e contextos que definiram Sergipe. “Ao investir na história de Sergipe, o Memorial está cumprindo sua missão de preservar, celebrar e compartilhar o legado cultural do estado, tornando-se um espaço de conhecimento e cultura para todos que o visitam”, pontua.

Para o colaborador, Daniel Gois, estudar sobre a história de Sergipe tem aberto seus olhos e aprofundado seu respeito pela valorização da cultura local. “Aprender sobre a história do nosso estado não só enriquece a experiência dos visitantes, mas também a minha vivência. Pertencimento seria a palavra certa para definir o sentimento ao aprender sobre a história de Sergipe, conhecer raízes que foram fincadas a mais de um século atrás mas que até hoje perduram em nossa personalidade e cultura é fascinante. Fico feliz por essa oportunidade e por fazer parte desse time incrível que compartilha o amor pela nossa história”, declara.

Treinamentos

Além de aulas e capacitações sobre a história, política, arte e cultura do estado, os colaboradores do Memorial passaram por treinamentos de brigadistas e sobre o Sucesso do Cliente, ministrado pela gerente de sucesso e experiência do cliente, Denise Nascimento, e a coordenadora de relacionamento do Grupo Tiradentes, Juliana Silveira.

Durante o curso, foi apresentado para os colaboradores a importância de conhecer o público-alvo, se preparar para recepcioná-los e proporcionar uma experiência única para cada um. “É importante saber quem é que visita mais, se é o turista ou se é a população de aracajuana. Qual a faixa etária desse público, o que eles procuram encontrar no Memorial de Sergipe. Esses dados são necessários para que futuramente seja possível fazer um aperfeiçoamento do atendimento a partir do entendimento dos anseios dos visitantes’, destaca Denise Nascimento.

O diretor financeiro do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), Francisco Almeida, reafirma o compromisso de entregar um espaço voltado para a fomentação da arte, cultura, educação e turismo no estado de Sergipe.

“O ITP está sempre na vanguarda para entender a necessidade que esse empreendimento venha a somar à história de Sergipe, não apenas da Universidade Tiradentes, mas também do Instituto de Tecnologia e Pesquisa. O ITP entende que o cliente é a peça fundamental, então, desde o planejamento, foram tomados os devidos cuidados para garantir a satisfação dos visitantes. Não estamos medindo esforços para proporcionar a melhor experiência para que eles se sintam satisfeitos e privilegiados ao conhecer esse espaço que foi criado com tanto cuidado, com tanto zelo”, pontua.

Visite o Memorial de Sergipe

O Memorial de Sergipe fica localizado no prédio da antiga Galeria de Arte Ana Maria Alves, na Praça de Eventos da Orla de Atalaia, nº 100, atrás da Delegacia de Turismo. Mais informações pelo contato: (79) 98108-1866 ou no site www.memorialdesergipe.com.br.

Memorial de Sergipe

Memorial de Sergipe possui mais de 30 mil peças que contam a história do estado

A partir do dia 17 de novembro, os visitantes poderão desfrutar do espaço museológico que reúne que conta a história, arte e cultura de Sergipe 

O Memorial de Sergipe está prestes a viver um momento histórico em sua trajetória. Após um período de reforma e revitalização, a equipe de colaboradores do memorial está se empenhando em cursos e capacitações para oferecer aos visitantes uma experiência única e enriquecedora na reinauguração do espaço museológico a partir do dia 17 de novembro.

Idealizado pelo professor Jouberto Uchôa de Mendonça em 20 de janeiro de 1998, e posteriormente inaugurado em 17 de março do mesmo, o Memorial completa em 2023, 25 anos de sua abertura ao público. Desde então, sua presença no calendário cultural se consolidou e agora passa a ser localizado na orla sergipana, sendo um ponto de referência fundamental para a preservação e difusão da rica história, cultura e identidade do estado. 

O espaço que já era um tesouro cultural, reúne obras que são fruto de doações, pesquisa e acervo pessoal do professor Uchôa e de grandes personalidades, passou por uma revitalização  visando proporcionar uma experiência ainda mais envolvente e educativa aos visitantes, é o que explica a diretora do Memorial de Sergipe, Sayonara Viana. 

“Estamos comprometidos em proporcionar uma experiência enriquecedora e significativa aos nossos visitantes. Através de cursos capacitantes e reuniões de planejamento, nossa equipe está adquirindo conhecimentos valiosos abrangendo áreas como história de Sergipe, preservação de patrimônio cultural, museologia, curadoria de exposições e técnicas de mediação cultural que serão fundamentais para tornar o Memorial de Sergipe um destino cultural ainda mais relevante e atrativo”, destaca.

A iconografia conta com diversos acervos particulares de ilustres sergipanos, que registraram a evolução urbanística da capital e do interior, como as pinturas em pratos de porcelana e azulejo de Rosa Faria, uma arte considerada única no mundo. O Memorial também abriga acervos de Constâncio Vieira, Lourival Baptista, Joaquim Sabino Ribeiro Chaves, Francisco Rollemberg Leite, Tobias Barreto, entre outras personalidades.

Para garantir que o espaço museológico seja um sucesso e que o público possa explorar todas as novas atrações e exposições com o máximo de proveito, a equipe de colaboradores do Memorial tem se dedicado a aprimorar suas habilidades e conhecimentos. 

“Os colaboradores têm participado ativamente das capacitações, demonstrando grande entusiasmo e dedicação para garantir que a reinauguração seja um evento memorável. Eles também estão envolvidos na preparação de novas exposições e na criação de programas educativos inovadores que enriquecerão a experiência dos visitantes de todas as idades. Além disso, a equipe está trabalhando em colaboração com historiadores, artistas locais e outros especialistas para enriquecer o conteúdo e a narrativa do Memorial de Sergipe”, salienta Sayonara. 

De acordo com o historiador Wanderlei Menezes, a parceria entre profissionais experientes e a equipe do memorial promete resultar em exposições e atividades que refletem de forma autêntica a história e a cultura do estado. Ele destaca que as aulas e capacitações são ferramentas fundamentais porque a qualidade da atuação dos monitores diz muito sobre a instituição. 

“É preciso que toda a equipe tenha sensibilidade para saber qual a abordagem para cada público, como repassar informações claras, objetivas e seguras. E para isso, é preciso estudar muito e estar ciente que ainda assim será pouco. Estimulamos eles a serem criativos, sintéticos e humildes, acreditamos que essas são qualidades importantes para o atendimento ao público”, declara.

O arqueólogo doutor João Mouzart, destaca que a arqueologia teve grande papel na construção do que será apresentado no Memorial. “Por ser um campo científico que estuda as culturas e os modos de vida das diferentes sociedades humanas, tanto do passado como do presente, a partir da análise da cultura material que resiste ao tempo, a arqueologia teve o seu papel na organização estrutural do Memorial e também na preservação da história”, destaca.

Durante o tempo que esteve desativado, as obras do Memorial foram preservadas até a mudança para a nova sede. “O espaço mudará a concepção do Memorial, que terá um objetivo um pouco mais diferenciado, mas não podemos esquecer dos temas que sempre fizeram parte do acervo, como religiosidade, 2ª Guerra Mundial, meios de comunicação, cultura popular, explorando desde fósseis marinhos a aparelhos telefônicos do início do Século 20, passando pela formação de Sergipe, cultura popular, cangaço, entre outros. O objetivo da instituição é preservar e divulgar elementos socioculturais, bem como atender às comunidades civil e científica em pesquisa, educação e cultura”, pontua.

O Memorial de Sergipe fica localizado no prédio da antiga Galeria de Arte Ana Maria Alves, na Praça de Eventos da Orla de Atalaia, nº 100, atrás da Delegacia de Turismo. Mais informações pelo contato: (79) 98108-1866.

Memorial de Sergipe tem nova data de inauguração para o público

A partir do dia 17 de novembro, o Memorial de Sergipe estará aberto para receber a visitação do grande público.

O Memorial de Sergipe informa que a inauguração da nova sede do espaço museológico para o grande público tem nova data. A partir do dia 17 de novembro, os visitantes terão a oportunidade de imergir na cultura, arte, história e política do estado.

O Memorial abriga mais de 30 mil peças, em seu acervo bibliográfico, iconográfico e museológico que vão desde fósseis até documentos, fotos históricas, salas temáticas que apresentam coleções particulares de vultos, de artistas renomados como Rosa Faria, Constâncio Vieira, Lourival Baptista, Sabino Ribeiro, Francisco Rollemberg Leite, Tobias Barreto, entre outras personalidades.

A nova data foi definida para melhor recepcionar os visitantes entusiasmados em conhecer o espaço que é uma importante fonte de informação sobre o Estado. 

O Memorial de Sergipe fica localizado no prédio da antiga Galeria de Arte Ana Maria Alves, na Praça de Eventos da Orla de Atalaia, nº 100, atrás da Delegacia de Turismo. 

Mais informações pelo contato: (79) 98108-1866.