QR · MICROFICHAS DE CADASTRAMENTO ELEITORAL
Caixa de acrílico na parede, a mais afastada da sequência, próxima à leitora de microficha. Sobre o fundo de veludo azul-petróleo, uma cartela de papel bege, na vertical.
A cartela tem a borda esquerda reforçada, com três ilhoses metálicos redondos para arquivamento. O papel está amarelado, com dobras e marcas de uso.
Presas à cartela, quatorze tiras horizontais de filme azul-escuro, empilhadas em duas fileiras: cinco tiras no alto e nove logo abaixo, separadas por um pequeno intervalo. Cada tira traz, impressa em letras claras e miúdas, a sigla TRE seguida de uma linha de dados e, à direita, um número de ordem.
À direita das tiras, escritos à mão em tinta azul, na vertical, dois nomes de município: um junto ao primeiro bloco (Arauá), outro junto ao segundo (Boquim).
Na parte de baixo da cartela, centralizado, marca DATAPREV e por fim escrito à mão o ano 1990.
QR · LEITORA DE MICROFICHA
Leitora de microficha, junto à parede da sala.
O equipamento repousa sobre um expositor de madeira marrom, de formato retangular, com tampo reto. A leitora é de plástico bege-claro, amarelado pelo tempo. Tem duas partes. Na de cima, uma tela grande e retangular, quase quadrada, inclinada para trás, com a superfície azul e brilhante. Na moldura preta abaixo da tela, em letras claras, lê-se a marca Microstar e a identificação F 205. Na parte de baixo, a mesa de leitura: uma bandeja horizontal com um vidro, onde a microficha era colocada, com trilhos metálicos nas laterais para deslizar o documento. À direita da bandeja, na base, um botão retangular laranja. Da parte de trás sai um cabo preto.
Leitura da legenda
“Leitora de microficha, Brasil, plástico, metal e vidro, século XX. Acervo CEMEL.”
QR · ESCRIVANINHA, CADEIRA E LIVROS
Conjunto de mobiliário, junto à entrada da sala.
A escrivaninha é de madeira clara, com a frente curvada. O tampo é fechado à frente por uma balaustrada baixa, vazada por pequenos recortes em forma de trevo, dispostos em fila. Abaixo do tampo, uma faixa com frisos horizontais e, na parte de baixo, duas portas de madeira mais escura, separadas por uma coluna. Nas laterais do tampo, dois suportes recortados. Sobre o tampo da escrivaninha, dois livros de capa dura marrom, lado a lado e em pé, seguros por dois apoios de gesso escuro em relevo. Nas lombadas, em letras douradas, lê-se: LEIS ADMINISTRATIVAS DO BRASIL, selecionadas por Dilac Pinto e Floriano Aguiar Dias. Um traz o número um, o outro o número dois. As bordas das folhas estão gastas e escurecidas.
Atrás da mesa, uma cadeira estilo “Luís XV” giratória de madeira, com o encosto alto e o assento redondo, ambos de palhinha trançada em tom mel. O encosto termina em um acabamento ondulado, com um pequeno friso ao centro. Os braços são curvados e largos. A base é de quatro pés que se abrem em curva a partir de um eixo central.
Leitura da legenda
“Escrivaninha, Brasil, madeira, século XX. Acervo CEMEL.”
QR · Mapa das zonas eleitorais em 1932
Mapa das zonas eleitorais em 1932, na parede junto à entrada da sala, perto da escrivaninha, da cadeira e do painel do texto da presidente. Adesivo com blackout colado em placa de PVC — plástico rígido —, fixado na parede. Tem 2 metros e 12 centímetros de largura por 1 metro e 54 de altura.
O fundo é branco, diferente das demais peças da exposição, que têm fundo preto.
À esquerda, ocupa quase toda a altura o mapa do estado de Sergipe, visto de cima, com o contorno de cada município em traço preto fino. O estado tem o litoral à direita e o interior à esquerda. As áreas municipais aparecem preenchidas em cores diferentes: verdes, rosas, vermelhos, azuis, amarelo, marrons e cinzas. Municípios vizinhos que pertencem à mesma zona recebem a mesma cor, e formam manchas maiores no mapa. Algumas áreas ficam em branco, sem preenchimento. À direita, no alto, o título em letras pretas grossas: Mapa das Zonas Eleitorais em 1932. Abaixo, a legenda, em doze linhas. Cada linha começa por um pequeno quadrado da cor correspondente no mapa, seguido do número da zona, do nome do município-sede em letras maiúsculas e, depois, dos demais municípios que a compõem.
Sob a legenda, uma barra horizontal larga, dividida em três segmentos: dourado, azul e verde. Leitura do título e da legenda
“Mapa das Zonas Eleitorais em 1932.”
“Primeira zona, Aracaju.” Cor cinza-claro no mapa.
“Segunda zona, Aracaju. Nossa Senhora do Socorro.” Cor cinza quase branco no mapa. “Terceira zona, Neópolis. Brejo Grande e Japoatã.” Cor cinza-escuro no mapa.
“Quarta zona, Propriá. Cedro de São João, Aquidabã, Gararu e Porto da Folha.” Cor verde no mapa.
“Quinta zona, Capela. Muribeca, Japaratuba, Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora da Glória.” Cor rosa no mapa.
“Sexta zona, Maruim. Rosário do Catete, Carmópolis, Siriri e Santo Amaro das Brotas.” Cor rosa-escuro no mapa.
“Sétima zona, Laranjeiras. Riachuelo e Divina Pastora.” Cor azul-marinho no mapa.
“Oitava zona, Itabaiana. Campo do Brito e Frei Paulo.” Cor amarelo-mostarda no mapa. “Nona zona, São Cristóvão. Itaporanga d’Ajuda.” Cor marrom-acinzentado no mapa. “Décima zona, Lagarto. Boquim, Riachão do Dantas e Simão Dias.” Cor vinho muito escuro no mapa.
“Décima primeira zona, Estância. Arauá, Indiaroba, Salgado e Santa Luzia do Itanhy.” Cor verde-escuro no mapa.
“Décima segunda zona, Itabaianinha. Cristinápolis e Tobias Barreto.” Cor rosa-claro no mapa.
QR · Painel do texto da presidente
Painel com o texto da presidente, junto à entrada da sala, ao lado da escrivaninha e da cadeira.
Painel retangular de madeira revestido com lona opaca com 2 metros e 10 centímetros de altura por 1 metro e 45 de largura, na vertical.
O fundo é escuro, texturizado por linhas diagonais finas, e se organiza em três partes: a marca da exposição no alto, o texto ao centro e a faixa de ícones na base.
No alto, centralizada, a palavra EXPOSIÇÃO em letras douradas maiúsculas e espaçadas, entre dois traços horizontais.
Abaixo, a marca da exposição, aqui em versão sobre fundo escuro. À esquerda, o contorno do estado de Sergipe e, sobre ele, o número 30 em dourado, com acabamento metálico. No interior do zero, um círculo com o desenho de uma impressão digital; encaixado na base desse círculo, o ícone de uma urna eletrônica, com tela e teclado. À direita, em letras maiúsculas douradas com serifa, em duas linhas: DEMOCRACIA E MEMÓRIA, dois-pontos. Sob elas, em corpo menor e sem serifa: 30 ANOS DAS URNAS ELETRÔNICAS EM SERGIPE. Mais abaixo, linhas douradas finas, que lembram circuitos, com pequenos círculos nas pontas, e uma barra horizontal dividida em três segmentos: dourado, azul e verde.
Ao centro do painel, cinco blocos de texto branco alinhados à esquerda, que ocupam pouco mais da metade da altura.
Ao final do texto, uma assinatura manuscrita em traço claro, de laço largo, sobreposta em parte às duas linhas seguintes. Sob ela, em letras douradas e em duas linhas, o nome e o cargo de quem assina.
Na parte de baixo, uma barra horizontal larga, de margem a margem, dividida nos mesmos três segmentos: dourado, azul e verde.
No rodapé, centralizados, os quatro ícones dos pilares da exposição, aqui em dourado, com as legendas em letras miúdas: uma impressão digital, MEMÓRIA; um escudo com sinal de confirmação, CONFIANÇA; três silhuetas humanas unidas, CIDADANIA; e um circuito eletrônico, INOVAÇÃO.
Leitura do texto
Ao celebrar os 30 anos da urna eletrônica, esta exposição convida o público a refletir sobre a trajetória do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE), desde a instalação, em 30 de julho de 1932, até a atualidade.
Entre os primeiros atos do órgão, destacam-se a formalização da divisão de Sergipe em 12 zonas eleitorais, a designação dos juízes responsáveis pelo alistamento e o estabelecimento dos procedimentos de qualificação e de identificação das(os) eleitoras(es), medidas que consolidaram as bases institucionais da Justiça Eleitoral no estado.
Desde 1932, o TRE-SE exerce papel central na garantia da legalidade, da legitimidade e da lisura do processo eleitoral, acompanhando as transformações políticas, sociais e tecnológicas do país e reafirmando, ao longo da história, o compromisso com o fortalecimento da democracia.
A urna eletrônica constitui um dos mais importantes marcos da modernização da Justiça Eleitoral brasileira. Ao longo de três décadas, consolidou-se como símbolo de inovação, de segurança e de confiabilidade do processo eleitoral. É um equipamento democrático servindo a diversas gerações de eleitoras(es), registrando, com segurança, a manifestação da vontade de milhões de brasileiras(os). Com a urna eletrônica, a Justiça Eleitoral garante a transparência e a publicidade dos resultados das eleições.
Mais do que um avanço tecnológico, a urna eletrônica representa o exercício da cidadania e a confiança de um país que reconhece no voto o instrumento essencial da participação democrática, conectando a vontade da sociedade ao futuro da Nação.
Assim, a trajetória do TRE-SE revela o esforço da instituição em assegurar à cidadã e ao cidadão o pleno exercício dos direitos políticos, fundamento indispensável do Estado Democrático de Direito.
Desa. Ana Lúcia Freire de Almeida dos Anjos
Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe






