Memorial de Sergipe é finalista no Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2025
O Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa acaba de dar um passo decisivo rumo ao maior reconhecimento nacional para ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro. A instituição recebeu parecer favorável da Comissão Estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), vinculado ao Departamento de Articulação, Fomento e Educação (DAFE), que avalia as candidaturas ao Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade – 38ª edição (2025).
O prêmio que celebra a excelência
Criado em 1987 pelo IPHAN, o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade é um dos mais importantes mecanismos de fomento e reconhecimento a iniciativas de preservação e salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro. Em 2025, a premiação tem como tema “Patrimônio Cultural, Territórios e Sustentabilidade” e contemplará ações realizadas entre 2022 e 2024 que se destaquem pela originalidade, relevância e caráter exemplar. Serão escolhidas 15 ações de todo o país, com R$ 35 mil em premiação para cada selecionado, incluindo pelo menos uma iniciativa em cada categoria prevista no edital.
O projeto sergipano em destaque
Concorrendo na Categoria 3 – Demais empresas e institutos privados, o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) submeteu a ação Projeto Educativo “A História é Sua” (2023–2024). O parecer estadual atribuiu 22 pontos ao projeto, pontuação de excelência que reforça sua força em cinco dimensões: relevância cultural, abordagem transversal, diversidade e representatividade, dimensão educativa e efetividade das ações.
Um memorial que reinventa a memória
Realizado após a reinauguração da nova sede, o projeto “A História é Sua” transformou o Memorial em um território simbólico e educativo, ampliando o acesso da população ao patrimônio sergipano. A programação incluiu exposição permanente sobre história, arte, religiosidade e arqueologia de Sergipe, além de uma série de exposições temporárias, como “Félix Mendes: No Caminho da Perfeição”, “Soldados da Vida: Uma longa história”, “13 Traços de Arte e Cultura” e “Feitas de Pano: Entrelinhas e Afetos”.
As ações educativas envolveram mais de 200 instituições escolares, muitas vindas de comunidades periféricas e de estados vizinhos, e foram marcadas por metodologias participativas que incluíram oficinas, rodas de conversa, visitas mediadas e acervos sensoriais.
Inclusão e sustentabilidade cultural
O parecer ressalta o compromisso com a diversidade, com público atendido formado por mulheres, pessoas negras, LGBTQIAPN+, quilombolas, pessoas com deficiência e estudantes de escolas públicas de baixo IDH.
Também elogia a integração entre patrimônio, território e sustentabilidade, consolidando o Memorial como referência em educação museal inclusiva e transformadora.
Próxima etapa: seleção nacional
Com o aval da Comissão Estadual, o Memorial segue para a etapa nacional do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, onde disputará uma das 15 vagas premiadas em todo o país. Caso seja selecionado, Sergipe ganhará mais um reconhecimento de que preservar é reinventar o futuro, e de que o Memorial é hoje um laboratório vivo de pertencimento e transformação social.

















